Euronext mantém as mesmas 16 empresas no PSI
Nenhuma empresa entra ou sai do PSI. A Euronext Lisboa manteve esta quarta-feira as 16 empresas no principal índice da bolsa portuguesa, que acumula ganhos de 9,8% desde o arranque do ano.
A Euronext Lisboa anunciou esta quarta-feira que não haverá qualquer alteração na constituição do PSI, o principal índice da bolsa portuguesa. A decisão resulta da revisão trimestral efetuada pelo operador da bolsa de Lisboa, que concluiu não existirem condições para entradas nem saídas no índice, que se mantém, assim, com os mesmos 16 títulos.
No topo da hierarquia do índice, quatro empresas destacam-se pelo peso superior a 10%: a EDP Renováveis lidera com 14,11%, seguida do BCP com 13,07%, da EDP com 12,54% e da Galp Energia com 11,49%. Juntas, estas quatro cotadas representam mais de metade do PSI, o que significa que o comportamento de cada uma delas tem um impacto direto e imediato na evolução do índice.
Mas é a Galp que brilha com maior intensidade neste arranque de 2026. A petrolífera portuguesa acumula uma valorização de 37,5% desde o início do ano, um desempenho que contrasta vivamente com a subida de 9,8% registada pelo próprio PSI no mesmo período. Na prática, a Galp está a valorizar quase quatro vezes mais do que o índice, e isso reflete-se, inevitavelmente, no desempenho global do PSI.
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A concentração do índice vai, porém, além dos quatro pesos pesados. Um conjunto de apenas seis títulos é responsável por 70% da variação diária do PSI, o que ilustra bem como o movimento do índice é determinado por um grupo restrito de grandes capitalizações. A maioria das restantes empresas cotadas tem, assim, uma influência marginal no dia a dia da bolsa portuguesa.
Para entrar no PSI, as empresas têm de ter uma capitalização bolsista superior a 100 milhões de euros e garantir que o volume de negociação das suas ações represente pelo menos 15% do total de ações cotadas — ajustado pelo free float — ao longo de um período de 12 meses. A Euronext revê a composição do índice de forma trimestral, com base nestes indicadores de dimensão e liquidez.
A última empresa a integrar o PSI foi a Teixeira Duarte, que regressou ao índice a 22 de setembro. Desde então acumula perdas de 21,8% e desde o arranque do ano contabiliza uma rendibilidade de -25%, sendo de longe a lanterna vermelha do PSI em 2026.
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