“Excesso regulatório retira valor” aos media, defende ministro Leitão Amaro
Ministro que tutela a comunicação social aponta o "excesso de regulação" como um dos pilares críticos para a sustentabilidade dos media, dando como exemplo o fim do Playce.
Há excessos regulatórios que retiram valor ao setor dos media e deixam esse valor nas mãos das plataformas com sede noutros países. A ideia foi transmitida na noite desta terça-feira por António Leitão Amaro, ministro com a tutela da comunicação social, no jantar-debate sobre “Políticas Públicas para os Media”, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS).
Sem nomear diretamente, o ministro da Presidência fez uma referência explícita ao Playce, plataforma agregadora de publicidade endereçada que era disponibilizada através do Meo, Nos e Vodafone que oi suspensa em maio passado, na sequência de uma nota de ilicitude da Autoridade da Concorrência (AdC).
“Por uma decisão que teve a ver com o processo – eu não comento a decisão -, essa solução tecnológica foi banida. Este ano seriam entre 20 a 25 milhões de euros que as empresas de comunicação não poderiam monetizar com aquele ato de voltar atrás [nas boxes]. E o consumidor, aceita. Tem aquele anunciozinho de 30 segundos, customizado ao seu gosto, mas esta é exatamente a solução dos famosos cookies das páginas na internet”, comparou o ministro.
“Por que é que deixamos o espaço totalmente livre nas redes sociais para esta técnica de customização da publicidade e privamos a comunicação social de monetizar este valor?”, interrogou ainda António Leitão Amaro, dando este como um exemplo do “tipo de restrição” que é preciso “atacar”. “O excesso regulatório retira valor”, resume o ministro da Presidência.
Apontando o excesso de regulação como um dos pilares críticos para a sustentabilidade dos media, Leitão Amaro defendeu que existe um real desajuste entre uma “hiper regulação, pensada há 20 ou 30 anos, nomeadamente sobre regras de publicidade, pensada aparentemente para defender o consumir, mas que está completamente ausente quando se fala de comunicação nas redes sociais”. “Criámos um mundo de desigualdade regulatória que não faz sentido. Temos de resolver isso”, resume.
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