Fundo francês da Oddo diz “sim” à Bondalti e vai vender posição de 4,9% na Ercros na OPA

Terceiro maior acionista da empresa espanhola informou que vai aceitar a oferta de 3,505 euros da química portuguesa. Período de aceitação da oferta termina esta sexta-feira.

A portuguesa Bondalti conquistou o primeiro apoio de um grande acionista na oferta pública de aquisição (OPA) que lançou sobre a espanhola Ercros e cujo prazo de aceitação termina no final desta semana, dia 13 de março. O fundo francês Oddo BHF, que controla 4,9% da gigante espanhola, confirmou que vai vender a sua participação à química portuguesa.

A dois dias do fim do período da OPA, o Oddo, que é atualmente o terceiro maior acionista da empresa, informou, em comunicado à CNMV, o regulador do mercado espanhol, que aceita as condições oferecidas pela empresa portuguesa.

O fundo francês entrou no capital da Ercros no outono de 2025, com uma posição de 1,8%, tendo vindo a aumentar a sua participação até aos atuais 4,9%.

Com 72% das ações distribuídas por pequenos investidores, são estes que vão ditar o desfecho da oferta. Segundo a informação disponibilizada no site da empresa, Víctor Rodríguez Martín é o maior acionista, com 6,28% do capital, seguindo-se o empresário Joan Casas Galofré, com 6,02%. Montserrat García Pruns, mulher de Galofré, controla 3,61%. Ou seja, o casal detém cerca de 10% do capital.

Além dos 4,9% do Oddo, há ainda uma posição de 4,88% do fundo norte-americano Dimensional Fund. O fundo Santander Small Caps España detém 1,05% e Francesc Xavier Casas Galofré controla outros 1,17%. Tudo somado, estas participações acima de 1% totalizam 27,92% do capital, estando o restante disperso em bolsa.

Segundo o elEconomista.es, que cita fontes que contactaram o jornal, 27% do capital da empresa já teria decidido aceitar a oferta no início desta semana. Ou seja, caso esta informação esteja correta, a empresa portuguesa poderá ter conseguido o “sim” de 31,9% do capital, ficando dependente de convencer acionistas com 18,1% do capital para alcançar os 50% que fixou como condição para o sucesso da oferta.

Por outro lado, o membro do conselho de administração Joan Casas, juntamente com sua mulher e filho, detêm mais de 10% das ações. No relatório do board, no qual a administração rejeita a oferta, o investidor afirmou que não venderá suas ações, argumentando que a não reflete o valor real do seu capital.

A empresa espanhola, que mais que quadruplica prejuízos em 2025, tudo tem feito para tentar convencer os acionistas a não vender na OPA. Já esta semana voltou a emitir um comunicado onde pede aos investidores que não vendam, argumentando que vender à Bondalti é abdicar dos ganhos futuros da empresa e das sinergias geradas pelo negócio.

Já o presidente da empresa portuguesa, João de Mello, reuniu-se esta terça-feira com o ministro do Trabalho e dos Negócios da Catalunha, Miquel Sàmper, e com o secretário da Economia e dos Negócios, Jaume Baró, para defender as vantagens do negócio para o projeto industrial da empresa.

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