Governo “está preparado para as medidas que se revelem necessárias”, mas “o caminho ficou mais estreito”

Ministro das Finanças alerta que caminho orçamental "ficou mais estreito" devido aos desafios externos e internos, mas garante que o Governo está preparado para mitigar o impacto.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, alertou que as tempestades que fustigaram o país no início do ano e a guerra no Irão colocam desafios acrescidos às contas públicas portuguesas, apesar do desempenho acima do esperado no ano passado. Ainda assim, garantiu que o Governo está “preparado para tomar as medidas que se revelarem necessárias”.

Entre as tempestades e o conflito irão, o caminho naturalmente voltou a estar bastante mais estreito“, disse esta quarta-feira durante a conferência “Banking on Change”, organizada em Lisboa pelo ECO com a KPMG.

O governante salientou que entre estas duas condicionantes, o primeiro trimestre se está a revelar “bastante” desafiante. Para já, considera que ainda é difícil “estimar cenários sobre o impacto do choque do conflito Irão”, uma vez que dependerá da duração no tempo e da extensão a outros países da região.

“Sabemos que o Irão respondeu com ataques a vários países, até hoje as estruturas de exploração de petróleo e de gás dos outros países, Arábia Saudita, Iraque, não foram ainda atingidas, mas ainda assim estamos já a assistir a uma subida do preço do petróleo e a uma subida do preço do diesel”, apontou.

Neste sentido, garantiu que o Governo está “preparado para tomas as medidas que se revelarem necessárias” para mitigar o impacto do conflito no Médio Oriente.

É difícil para já antecipar os efeitos, mas atuámos já sob o preço do gasóleo ao fazer reverter aquilo que seria a maior cobrança de IVA pelo aumento do preço num desconto temporário extraordinário do ISP e naturalmente continuaremos a seguir a situação e a tomar as medidas que se revelem necessárias”, disse.

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