MGEN vai oferecer criopreservação de células estaminais gratuita
A MGEN tornou-se a primeira seguradora a oferecer aos seus clientes a colheita e criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical. "Queríamos fazer algo disruptivo".
A seguradora mutualista MGEN, através de uma parceria com a Crioestaminal, é a primeira companhia no mercado a oferecer aos seus aderentes a colheita e criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical.
A novidade foi partilhada com os jornalistas esta quarta-feira por Ana Carvalho, diretora geral adjunta da MGEN, Maria Quaresma, Head of Marketing and Communication na MGEN, Mónica Brito, CEO da Crioestaminal, Alexandra machado, Diretora Clínica da Crioestaminal, e Ana Canha, Responsável de Marketing da Crioestaminal.
Esta oferta vai ser disponibilizada de forma gratuita a todos os novos clientes (empresas e individual) que subscrevam um seguro com a MGEN e aos aderentes atuais que renovem contrato a partir de 2026. O único requisito é que o seguro inclua a cobertura de parto, pois a colheita das células estaminais acontece nesse momento.
Os aderentes podem poupar cerca de 2 mil euros, o que custaria – sem o seguro – ter direito ao kit de colheita, transporte especializado e testes de viabilidade celular e armazenamento seguro até 25 anos.
Como se preservam as células do cordão umbilical?
Os clientes devem levar o kit de colheita para o hospital no dia do parto e entregá-lo aos profissionais médicos, que irão realizar a colheita no momento do nascimento do bebé. Depois do parto, os pais devem contactar a crioestaminal para que o laboratório avance para a recolha e transporte das células estaminais para um laboratório acreditado, onde serão processadas, analisadas e onde poderão ficar armazenadas durante 25 anos.
Depois de recolhidas, as células estaminais podem ser transferidas para outros laboratórios em países europeus. Mónica Brito explica que “o grupo Famicord [que a Crioestaminal integra] agrega vários bancos em países europeus”, sendo por isso possível fazer a transferência das células estaminais de outros países para Portugal. A Crioestaminal faz ainda o transporte das células de Portugal para vários países um pouco por todo o mundo.
Que doenças são curáveis com células estaminais?
As células estaminais podem ser utilizadas no tratamento de até 90 doenças de sangue e do sistema imunitário, por exemplo, leucemias, linfomas, anemia de fanconi, anemia aplástica, talassemia, doença falciforme, entre outras. Estão ainda a decorrer vários estudos no mundo que incidem sobre o uso de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical para o tratamento de outras doenças. Nos Estados Unidos, por exemplo, estão a decorrer ensaios clínicos para o seu uso no tratamento de autismo.
Este serviço será válido enquanto o aderente for cliente com a MGEN. Se, mais tarde, mudar de seguradora de saúde, poderá manter um contrato com a Crioestaminal.
Ana Carvalho, diretora geral adjunta da MGEN, disse aos jornalistas que “reforçar a oferta e serviços” da mutualista é essencial e, para isso, “procuramos inovar”. A diretora geral sublinhou que “queríamos fazer alguma coisa disruptiva” e que esta parceria com a Crioestaminal surgiu nesse âmbito.
Maria Quaresma, Head of Marketing and Communication na MGEN, explica em comunicado: “O bebé MGEN já nasce com uma proteção reforçada. A oferta deste serviço vai além da cobertura tradicional, apostando em soluções inovadoras, centradas na prevenção, no futuro e na humanização do cuidado”.
Já Mónica Brito, CEO da Crioestaminal, acrescenta: “Esta parceria vem reforçar a missão de aumentar a acessibilidade das famílias portuguesas ao serviço de criopreservação, permitindo-lhes aceder a um conjunto mais alargado de opções na área da medicina preventiva e dos cuidados de saúde.”
Objetivo atingir 235 mil segurados no final de 2026
Por fim, a mutualista explicou que o número de pessoas seguras aumentou de 199 mil para 220 mil, entre o fim de 2025 e o início deste ano, mas garante que o objetivo para 2026 é chegar às “235 mil pessoas seguras”, mantendo a sua atual rede de mediadores – que conta com cerca de 600 mediadores e corretores a nível nacional.
A MGEN já procurou reforçar os seus serviços de saúde online, tendo celebrado também um acordo com o grupo CUF e o grupo Lusíadas para que não seja cobrada caução aos seus clientes em caso de internamento no seguimento de uma urgência.
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