Miranda Sarmento elogia papel da banca na operacionalização dos apoios às tempestades

Ministro das Finanças defendeu que foi a capacidade de operacionalizar "rapidamente" as linhas de crédito e as moratórias que permitiu que os recursos chegassem às empresas (veja o vídeo).

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu esta quarta-feira que a banca teve um papel “decisivo” para operacionalizar os apoios tomados no âmbito das tempestades que assolaram o país, considerando que foi o seu papel que permitiu que os recursos chegassem às empresas.

“Os bancos são, naturalmente, um parceiro fundamental das empresas, da economia e também daquilo que é a atuação de qualquer governo”, disse durante a conferência “Banking on Change”, organizada em Lisboa pelo ECO com a KPMG.

Neste sentido, salientou que “quer a banca comercial, quer o Banco Português de Fomento foram decisivos na operacionalização” das linhas de crédito e das moratórias, medidas aplicadas no âmbito do pacote para mitigar o impacto das tempestades.

“Foi a capacidade de operacionalizar rapidamente estas medidas que permitiu que os recursos chegassem às empresas, que a liquidez estivesse presente e que as pessoas pudessem retomar a sua atividade”, disse.

Segundo o governante, isso também se deve ao facto de o setor estar atualmente numa fase de “grande solidez”, isto é, com “resultados extremamente positivos, com os lucros a aumentar, uma melhoria significativa da rentabilidade e uma melhoria significativa do seu capital e da sua capacidade de resiliência”.

As declarações de Sarmento ocorrem depois do ministro da Economia e da Coesão Territorial, na terça-feira, ter elogiado os esforços dos bancos na redução do crédito malparado, mas alertado as instituições para uma “situação anómala” que se verifica no crédito às empresas. “O excesso de prudência atrasa o crescimento económico”, avisou.

Segundo Manuel Castro Almeida, as empresas estão a queixar-se de “uma excessiva retração do sistema financeiro nas suas análises de crédito”, isto apesar de o Estado estar disponível para garantir 80% dos valores dos empréstimos através do Banco Português de Fomento.

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