Mota-Engil admite abrir capital da área de mineração
A Mota-Engil está a avaliar a possibilidade de abrir o capital da área de mineração a novos investidores e já existiram "aproximações". Aumento de capital da construtora não está em equação.
A Mota-Engil está a avaliar a possibilidade de autonomizar a área de mineração e abrir o capital a investidores. O CEO, Carlos Mota Santos, excluiu a possibilidade de um aumento de capital para financiar os investimentos futuros.
“Abrir capital é uma possibilidade. É uma coisa que estamos a considerar. Tivemos aproximações nesse sentido”, admitiu Manuel Mota, administrador da empresa, durante o Capital Markets Day, em que foi apresentado o plano estratégico para 2026-2030. O gestor salientou mais tarde, à margem do evento, que “não existe nenhum compromisso nesse sentido” e que “não está no plano estratégico”. “Perguntaram-me se nós considerávamos abrir, depende das propostas que nos façam”, acrescentou.
A possibilidade de um aumento de capital foi rejeitada por Carlos Mota Santos. A estratégia continuará a passar por encontrar parceiros de capital para os projetos nas diferentes geografias.
A área de recursos naturais é uma das avenidas de crescimento identificadas pela Mota-Engil, que reclama a liderança em África nos serviços para a área de mineração. A empresa atua sobretudo como contratada para movimentação de terras e operações de extração. Recentemente, iniciou a exploração de minas em todo o ciclo da operação.
“Já temos sete licenças em África”, revelou Manuel Mota. “Começámos em 2021. É um processo que está em curso nos próximos anos. Temos investimento em vários projetos”, afirmou.
O objetivo da empresa é continuar a explorar as elevadas reservas de minerais do continente africano, em particular no lítio, cobalto, níquel, cobre, alumínio, ouro e zinco. Está também a olhar para oportunidades na América do Sul, nomeadamente na Argentina, em parceria com a Rio Tinto.
Em avaliação pela Mota-Engil está também a aquisição da brasileira Bahia Mineração (Bamin). “Estamos a olhar para o projeto”, afirmou Manuel Mota, acrescentando que se trata de um negócio com sinergias para o grupo, por ter uma componente mineira, de infraestrutura e portos. Só em construção são “quatro ou cinco mil milhões”.
A área de recursos naturais gerou uma receita de 933 milhões em 2025. Além da mineração, esta área inclui projetos industriais para a exploração de petróleo e manutenção. O desmantelamento de infraestruturas é considerado uma área de oportunidade.
(notícia atualizada às 15h40)
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