Mota-Engil aponta a nove mil milhões de receitas em 2030. Vai pagar 30% a 50% dos lucros aos acionistas
Novo plano estratégico da Mota-Engil prevê um crescimento anual de 10% nas receitas nos próximos anos e um robustecimento do balanço. Vai pagar entre 30% a 50% dos lucros aos acionistas.
A Mota-Engil pretende aumentar a margem líquida do negócio dos 3% para os 4% até 2030, alcançando um resultado líquido de 360 milhões de euros e entregar 30% a 50% dos lucros aos acionistas. O plano estratégico “FOCUS 2030” ambiciona ainda levar o volume de negócios dos 5,3 mil milhões para os 9 mil milhões.
A Mota-Engil aponta como objetivo crescer o volume de negócios a uma média anual de 11% nos próximos quatro anos, dos 5,3 milhões registados em 2025 para os nove mil milhões em 2030. A meta para o EBITDA é chegar a mais de 1,6 mil milhões, com um crescimento médio anual de 10%. Para a margem EBITDA, a ambição é superar os 18%.
“O futuro começa na nossa carteira de encomendas”, apontou o CEO, Carlos Mota Santos. “Temos uma carteira de 16 mil milhões de euros. “E essa carteira foi construída com uma política de contratos com maior dimensão, melhores margens e o perfil de fluxo de caixa que pretendemos”, acrescentou.
O gestor salientou alguns projetos como a linha ferroviária Querétaro no México, o Corredor do Lobito e o projeto rodoviário da frente marítima de Corimbra, em Angola, a mina de Kurmuk, na Etiópia, o Hospital Oriental de Lisboa, a linha ferroviária de Kano Maradi, na Nigéria, e o contrato com a Gaslub no oil & gas no Brasil.
“Temos de chegar a 2030 com um balanço mais forte e robusto”, sublinhou também o CEO. A construtora aponta a um rácio de solvabilidade superior a 18% e atingir um rácio entre a dívida líquida e o EBITDA igual ou inferior a 2%.
O investimento previsto para os próximos quatro anos soma 500 milhões de euros, financiados sobretudo através da reciclagem de capital.
É imperativo entregarmos os objetivos do plano para 2030. São fundamentais para sermos um grupo forte quanto atingirmos ao 100 amos. É por isso que temos de ser focados.
A Mota-Engil pretende ter um fluxo de caixa liberto equivalente a 25% ou mais do EBITDA ao longo dos próximos cinco anos. Para os acionistas, está previsto entregar 30% a 50% dos lucros. “Um enquadramento claro e sustentável da remuneração acionista” é uma das prioridades apontadas.
Estratégia assente em três prioridades estratégicas
“É imperativo entregarmos os objetivos do plano para 2030. São fundamentais para sermos um grupo forte quanto atingirmos ao 100 amos. É por isso que temos de ser focados”, afirmou Carlos Mota Santos, acrescentando que as prioridades serão o “crescimento, diversificação e disciplina financeira”.
A empresa pretende consolidar a liderança nos mercados core de Engenharia e Construção onde já atua, através da participação seletiva em concursos e aprofundar parcerias locais e manter um nível elevado de rentabilidade. Concessões, recursos naturais e circularidade são as outras áreas onde a Mota-Engil vai sustentar o seu crescimento.
“Atingimos alguns objetivos traçados no anterior plano estratégico com um ano ou dois de antecedência [Volume de negócios, EBITDA e margem líquida]”, afirmou Pedro Arrais, investor relations da Mota-Engil, que abriu a apresentação que contou com cerca de 200 participantes, testemunho “de um crescente interesse na Mota-Engil”.
O plano estratégico anterior tinha como objetivos chegar a um volume de negócios de 6.000 milhões este ano, atingir uma margem EBITDA de 16% (foi de 18% em 2025), alcançar uma margem de rentabilidade líquida de 3% (já atingida no ano passado), baixar a dívida líquida para menos de duas vezes o EBITDA (1,98 vezes em 2025) e atingir um rácio de solvabilidade de 15% (estava em 12% no ano passado).
A Mota-Engil divulgou no dia 3 de março um aumento de 9% no resultado líquido para 133 milhões de euros e um aumento do dividendo a pagar este ano para os 17,3 cêntimos. O volume de negócios recuou 11% para 5,3 mil milhões e euros, mas a carteira de encomendas cresceu 4% para os 16,2 mil milhões.
(notícia atualizada às 11h42)
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Mota-Engil aponta a nove mil milhões de receitas em 2030. Vai pagar 30% a 50% dos lucros aos acionistas
{{ noCommentsLabel }}