Portugal liberta 2 milhões de barris de petróleo das reservas

  • ECO e Lusa
  • 11 Março 2026

A iniciativa surge depois de a Agência Internacional de Energia ter pedido aos 32 países membros, entre eles Portugal, a libertação de até 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quarta-feira que Portugal vai libertar nas próximas semanas dois milhões de barris das reservas estratégicas, cerca de 10% do total armazenado, o equivalente a 275 mil toneladas de produtos petrolíferos e derivados.

Vamos disponibilizar em princípio 10% das nossas reservas estratégicas para existir mais oferta e maior contenção no preço dos combustíveis“, disse Montenegro à saída das jornadas parlamentares do PSD.

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram “por unanimidade” libertar esta quarta-feira nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, onde está incluído Portugal.

“Os países da AIE vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo (…) ao mercado para compensar a perda de abastecimento devido ao encerramento efetivo do estreito” de Ormuz, anunciou o diretor executivo da agência, Fatih Birol, numa declaração em vídeo. Esta é a sexta vez que a AIE coordena a libertação de reservas estratégicas de petróleo.

Mas ainda não se sabe quando é que Portugal irá libertar essas reservas, porque, neste momento, “ainda não temos um problema de escassez a nível europeu”, salvaguardou entretanto a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, em declarações transmitidas pela RTP Notícias.

“Mas temos um problema de preço”, alertou. “E a agência achou que devíamos estar preparados para reagir se o preço aumentar muito”, explicou. A governante sublinhou que Portugal aderiu por “solidariedade”. “Mas ainda não está decidido, estamos a coordenar a nível europeu se vamos libertar agora, pode não ser agora, pode ser mais tarde. Depende da evolução dos preços”, acrescentou.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado, dia 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

(Notícia atualizada às 19h13 com mais informação)

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