Exportações arrancam ano a cair 14,1%. Importações recuam 2,5%

Em janeiro, mês marcado na reta final pela chegada das tempestades que fustigaram o país, as exportações e as importações caíram, ao mesmo tempo em que o défice da balança comercial se agravou.

A economia portuguesa arrancou o ano com o comércio internacional a travar, no mês em que chegaram as primeiras tempestades que fustigaram o país. As exportações caíram 14,1% em janeiro face ao mês homólogo, enquanto as importações subiram 2,5%.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.510 milhões de euros, refletindo um agravamento de 778 milhões de euros face a janeiro do ano anterior.

Fonte: INE

No primeiro mês do ano, as exportações de bens caíram 14,1%, com destaque para o forte decréscimo das exportações de fornecimentos industriais (-27,5%). “Esta evolução está, em grande medida, associada à quantidade significativa de produtos químicos exportados para a Alemanha no período homólogo, sobretudo no âmbito de transações de trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade)”, explica o INE.

Assinala-se ainda a queda de 7,4% dos bens vendidos a Espanha, resultado essencialmente da redução dos combustíveis e lubrificantes e dos fornecimentos industriais.

Quando excluídas as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, o decréscimo foi contudo menos acentuado, situando-se em 5,1%. Já se descontados apenas os combustíveis e lubrificantes, as vendas diminuíram 12,9%, refletindo essencialmente a redução das transações desta categoria de produtos (-33,5%).

Paralelamente, as importações diminuíram 2,5% face ao período homólogo, resultado influenciado sobretudo pelo decréscimo dos fornecimentos industriais (-11,6%), principalmente produtos químicos provenientes da Irlanda, associados a transações sem transferência de propriedade. Excluindo estas transações, as importações de bens desta categoria registaram uma queda de 7,2%.

Perante este quadro, a categoria de fornecimentos industriais foi a que mais penalizou a balança comercial no primeiro mês do ano, somando um agravamento de 413 milhões de euros, associado a transações sem transferência de propriedade.

De acordo com o INE, quando excluídas estas transações, esta categoria de produtos teria apresentado um contributo positivo, aliviando o défice em 123 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h32)

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