Insolvências de empresas disparam 39% no mês das tempestades
As insolvências de empresas dispararam 39% em fevereiro, mês marcado pelas tempestades que afetaram o país, enquanto a criação de novas empresas caiu 27%, segundo dados da Iberinform.
- O mês de fevereiro registou um aumento significativo de 39% nas insolvências em Portugal, totalizando 375 processos, o valor mais elevado em três anos.
- Os distritos do Porto e Lisboa destacam-se com o maior número de insolvências, enquanto a Madeira e Santarém apresentam as maiores subidas percentuais, refletindo uma crise empresarial acentuada.
- A constituição de novas empresas caiu 27% em fevereiro, com Lisboa e Porto a liderarem a redução, evidenciando um ambiente econômico desafiador.
Houve um forte abrandamento da dinâmica empresarial no mês em que o país foi assolado pelo mau tempo, com as insolvências a aumentaram 39% em fevereiro face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela Iberinform.
A consultora Iberinform contabilizou 375 processos de insolvência em fevereiro, mais 196 face ao período homologo. Em termos acumulados, é o valor mais elevado nos últimos três anos, com um total de 805 ações de insolvência, mais 220 que em 2025.

Com 202 e 177 casos, respetivamente, Porto e Lisboa são os distritos com o número mais elevado de insolvências. Face a fevereiro de 2025, verifica-se um acréscimo de 51% no Porto e de 23% em Lisboa.
Já em termos percentuais, as maiores subidas aconteceram na Madeira (+450%), Santarém (+107%), Viana do Castelo (+100%), Guarda (+75%), Évora (+67%) e Viseu (+63%). Os distritos com decréscimos são Vila Real (-55%), Castelo Branco (-53%), Portalegre (-40%) e Angra do Heroísmo (-33%).
Por setores, os maiores aumentos nas insolvências registaram-se nas atividades de telecomunicações (+200%), hotelaria e restauração (+105%), construção e obras públicas (+66%) e transportes (+55%). Apenas o setor transformador teve um decréscimo de 50%.
Número de novas empresas cai 27%
A constituição de empresas também baixou em fevereiro: foram criadas 3.881 novas empresas, menos 1.403 do que em igual período do ano passado, o que representa uma queda de 27%. No acumulado, regista-se um decréscimo de 13% com um total de 9.353 constituições.
O número mais significativo de novas constituições cabe a Lisboa, com 2.826 empresas (-12% face a 2025), seguida pelo distrito do Porto, com 1.620 empresas (-9%).

Por setores, as variações negativas maior significativas pertencem aos setores da agricultura, caça e pesca (-43%), telecomunicações (-29%), comércio a retalho (-29%) e transportes (-25%). Apenas o setor da eletricidade, gás, água registam um incremento de 41% face a 2025.
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