Direto TotalEnergies suspende produção em vários países do Médio Oriente

  • ECO
  • 12 Março 2026

No seu primeiro discurso como líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei avisa que continuará a não fluir petróleo através do Estreito de Ormuz. Siga aqui o 13.º dia de ataques dos EUA e Israel ao Irão.

No 13.º dia do conflito que opõe EUA e Israel ao Irão, continuam os ataques contra navios ao largo do Estreito de Ormuz, enquanto os preços da energia mantêm a trajetória de subida, com o Irão a antecipar que o petróleo deverá atingir os 200 dólares por barril. Estas são as principais informações nesta quinta-feira, 12 de março:

  • A primeira declaração pública do líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, marcou o dia no conflito, ao defender que o Estreito de Ormuz continue bloqueado como forma de pressão sobre os EUA e Israel. O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano esclareceu entretanto que o bloqueio é parcial – os navios devem coordenar-se com as autoridades do país para obter a autorização de passagem na via.
  • Em reação às declarações de Khamenei, os preços do barril de petróleo dispararam mais de 9% e o brent fechou mesmo acima dos 100 dólares, pela primeira vez desde agosto de 2022. Já o preço do gás na Europa está a um nível mais baixo que há uma semana. A AIE, depois de decidir libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, indicou que a oferta de petróleo está a cair 8 milhões por dia em março.
  • Do outro lado da barricada, Donald Trump sugeriu que os EUA ganham “muito dinheiro” com os preços altos do petróleo, uma vez que são o maior produtor mundial. E disse que a sua prioridade era impedir que o “império maligno” tenha armas nucleares e destrua o Médio Oriente. O seu parceiro na coligação, Benjamin Netanyahu, adiantou o “Irão já não é o Irão” e incitou os iranianos a tomarem o poder.
  • A TotalEnergie interrompeu a produção no Qatar, Iraque e nos Emirados Árabes Unidos devido ao conflito no Médio Oriente, cerca de 15% da sua produção de gás e petróleo.
  • A guerra provocou, até ao momento, 3,2 milhões de deslocados no Irão.

 

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