Portugal contribui com 163 milhões para resultados da Generali
A seguradora italiana anunciou um aumento dos resultados operacionais globais de 9,7% para oito mil milhões de euros. Para esta subida em 2025 também contribuiu a portuguesa Generali Tranquilidade.
A seguradora Generali anunciou esta quinta-feira uma subida de 14,3% dos seus resultados líquidos de 2025, registando e um crescimento de 16,2% no lucro por ação (EPS). Portugal contribuiu com 163 milhões de euros para o resultado da seguradora. As ações subiram 2% após a divulgação destas informações, refletindo um valor de mercado da empresa superior a 50 mil milhões de euros.

“Os resultados recorde de 2025 assinalam um primeiro ano muito bem-sucedido do nosso plano estratégico ‘Lifetime Partner 27: Driving Excellence’ e confirmam a criação contínua de valor para todos os nossos stakeholders”, comentou Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali, salientando “o desempenho excecional do negócio Não Vida, com uma forte rentabilidade técnica subjacente, e também nas entradas líquidas no negócio Vida, que se situam entre as melhores do setor”. A área de Asset & Wealth Management “também demonstrou uma dinâmica crescente, com sólidas entradas líquidas”, acrescentou Donnet.
O CEO reafirmou o seu compromisso de “assegurar retornos cada vez maiores para os acionistas”, voltando a propor este ano um aumento do dividendo por ação e lançar de um programa de recompra de ações de 500 milhões de euros para 2026.
Uma melhoria geral de desempenho
Os Prémios brutos emitidos pela Generali atingiram 98,1 mil milhões de euros em 2025, um crescimento de 3,6%, impulsionado sobretudo pelo desempenho do segmento Não Vida (+7,6%). Deste volume cerca de 60% é negócio Vida e o restante provém de seguros Não Vida e de receitas da divisão de gestão de ativos Asset & Wealth Management, que inclui a Banca Generali.
Por regiões Itália, Alemanha, França são os principais mercados, Portugal significou cerca de 2% do volume de prémios da Generali a nível global.
Já em resultados operacionais, o grupo alcançou um máximo histórico de 8 mil milhões de euros no ano passado, um aumento de 9,7% face a 2024, com contributos positivos de todos os segmentos de negócio. Portugal contribuiu com 133 milhões de euros pelo ramo Não Vida e 30 milhões por Vida, um incremento de 18% face a 2024 e representando cerca de 2% do total.
O Rácio Combinado dos ramos Não Vida, – quanto menor abaixo dos 100%, melhor o resultado técnico – reduziu para 92,6% para o grupo, tendo em Portugal também baixado para 94,9%.
Os ativos sob gestão (AUM) ascenderam a 900 mil milhões de euros, com 16 mil milhões de euros de entradas líquidas no segmento de Asset Management.
A posição de capital manteve-se muito sólida, com um rácio de solvência de 219%, acima dos 210% registados no final de 2024.
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