“Portugal e Espanha têm muitas hipóteses” de atrair gigafábrica de IA, defende CEO da Microsoft Portugal

O líder da tecnológica norte-americana em Portugal aprova a união entre Portugal e Espanha e acredita que outros Estados-membros da União Europeia seguirão o mesmo caminho.

O líder da Microsoft Portugal está satisfeito com o anúncio da candidatura ibérica a uma das cinco gigafábricas de inteligência artificial (IA) que a Comissão Europeia quer apoiar, anunciada na 36.ª cimeira luso-espanhola por Luís Montenegro e pelo líder do executivo espanhol, Pedro Sánchez. Andrés Ortolá considera que os esforços conjuntos de Portugal e Espanha “têm muitas hipóteses” de sucesso.

Gosto muito da candidatura portuguesa. Estamos aqui para colaborar. Acho que a estratégia de Portugal e Espanha foi boa, e vamos ver outras a seguir a mesma lógica. Juntos, Portugal e Espanha têm muitas hipóteses” de sucesso, afirmou o executivo argentino, num encontro com jornalistas esta semana.

“Uma gigafábrica vai criar mais empregos e estamos muito entusiasmados”, disse André Ortolá, adiantando que tem recebido a opinião de muitos players do mercado sobre esta união. Sobre se a tecnológica norte-americana está envolvida no consórcio, Andrés Ortolá afirma que a Microsoft “está a trabalhar como todos, com parte do consórcio, como o Banco Português de Fomento e o Governo”, sem confirmar se está formalmente envolvida no mesmo.

O anúncio oficial da candidatura ibérica foi feito na semana passada, apesar de o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, já ter revelado em janeiro esta união, afirmando na altura que é uma “oportunidade” para “ter uma das cinco gigafábricas que a Comissão Europeia vai financiar”.

Na semana passada, o Jornal Económico avançou, logo após o anúncio dos governos, que a infraestrutura viria para Sines, onde já existe o megaprojeto da Start Campus, com fonte familiarizada com o processo a detalhar ao ECO que esta candidatura ibérica deverá ser “bipolar”, prevendo instalação da infraestrutura nos dois países.

Bruxelas deverá lançar o concurso durante a primavera, de forma a selecionar cinco candidaturas na União Europeia em regime de Parceria Público-Privada (PPP), sendo que, no total, o projeto da Comissão Europeia prevê a instalação de cinco gigafábricas na UE, quando existem, de momento, 76 candidaturas em disputa para atrair uma infraestrutura desta dimensão.

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