Portugal foi o 7º país da UE com a maior queda nas exportações para os EUA em 2025
Portugal manteve-se como o 15º maior exportador de bens da União Europeia para os EUA, mas as exportações recuaram 13,4%. Peso do mercado no total vendido ao exterior também caiu.
A incerteza provocada pelos avanços e recuos nas tarifas norte-americanas sobre produtos estrangeiros repercutiram-se nas exportações portuguesas de bens para os Estados Unidos no ano passado. Portugal foi o sétimo país da União Europeia com a maior queda na venda de bens para as terras de ‘Uncle Sam’, embora se tenha mantido como o 15º maior exportador do bloco para aquele destino.
O retrato foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito da monitorização implementada devido ao contexto internacional marcado pela incerteza quanto à orientação da política tarifária norte-americana, bem como pelo seu impacto nos fluxos de comércio internacional.
As exportações portuguesas para os Estados Unidos recuaram e o seu peso no total vendido por Portugal ao exterior também. No entanto, a tendência não é transversal a toda a União Europeia, com evoluções desiguais entre os países. “Enquanto a maioria apresentou decréscimos, outros registaram crescimentos expressivos, destacando-se, nesse caso, a Irlanda (52,6%)“, aponta o INE.
No conjunto do bloco europeu, observou-se um aumento anual de 3,4%, o que sugere que “o dinamismo de alguns países compensou as quedas observadas noutros”, refletindo diferenças que resultam, de certa forma, “da especialização setorial e/ou do grau de exposição ao mercado norte-americano”.
Exportações portuguesas para os Estados Unidos recuaram e o seu peso no total vendido por Portugal ao exterior também. No entanto, a tendência não é transversal a toda a União Europeia, com evoluções desiguais entre os países.
A Alemanha manteve-se como o Estado-Membro com maior representatividade nas exportações da União Europeia para os Estados Unidos (26,5%), ainda que com uma queda de 3,8 pp. face a 2024. Seguiram-se a Irlanda (20,3%; +6,5 pp.) e a Itália (12,4%; +0,4 pp.), que registaram os maiores aumentos absolutos e consolidaram as segundas e terceiras posições entre os Estados-membros da União Europeia.
No conjunto dos países da União Europeia, Portugal registou a sétima maior diminuição (13,4%), mas manteve-se como o 15º maior exportador para aquele país.

Concentrando o retrato em Portugal, o peso da venda de bens para os EUA no total das exportações portuguesas recuou para 5,8%, menos 0,9 pontos percentuais do que em 2024. Ainda assim, face ao ano anterior, mantiveram-se como o quarto principal cliente de Portugal, mas recuaram enquanto fornecedor, para a 10ª posição, evolução que já se observava no final do 2º trimestre do ano.
No ano marcado pelos avanços e recuos nos anúncios do presidente norte-americano sobre as tarifas a aplicar aos bens comprados pelos Estados Unidos a outros mercados, as exportações portuguesas para este destino diminuíram 13,4% face ao ano anterior, enquanto as importações registaram um decréscimo de 0,9%. Um quadro que contrasta com o registado, em 2024, no qual se observaram aumentos em ambos os fluxos (1,5% nas exportações e 7,3% nas importações).
Nas transações com os Estados Unidos, as transações sem transferência de propriedade continuaram a ter um peso significativo em 2025, sobretudo nas exportações. Quando excluídas, verificam-se quedas de 18,2% nas exportações e de 2,6% nas importações. Estas transações com destino a terras americanas representaram 23,2% do total de exportações de bens para este mercado, enquanto nas importações corresponderam a 4,8% do total.
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Em termos de categorias, os fornecimentos industriais representaram 41% do total exportado para os Estados Unidos, seguindo dos bens de consumo (20,6%) dos combustíveis e lubrificantes (12,6%) e das máquinas e outros bens de capital (11,8%).
Já as importações provenientes dos Estados Unidos diminuíram 0,9%, face ao ano anterior, cifrando-se em 2.394 milhões de euros. Excluindo as transações sem transferência de propriedade, as importações ascenderam a 2.280 milhões de euros, refletindo uma diminuição de 2,6%.
Como resultado na globalidade do ano, as transações de bens com os Estados Unidos resultaram num saldo excedentário da balança comercial de 2.211 milhões de euros, inferior ao registado no ano anterior (2.901 milhões).
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