Ritmo de mudança nas empresas acelerou no último ano, conclui estudo
Mais de oito em cada dez (82%) líderes empresariais esperam aumentar a escala das iniciativas de mudança nos próximos 12 meses, de acordo com um estudo da consultora estratégica H Advisors e YouGov.
Os líderes empresariais consideram que a transformação nas organizações ganhou outra dinâmica no último ano. Esta é uma das conclusões de um estudo levado a cabo pela consultora estratégica H Advisors e pela multinacional britânica YouGov. No relatório Leading without a landing, os gestores explicam como enfrentam os desafios da atualidade marcada por volatilidade e disrupções.
Em Portugal, a análise traça o retrato de uma mudança contínua nas empresas nacionais: três em cada quatro líderes (75%) dizem que o ritmo acelerou no último ano; mais de oito em cada dez (82%) esperam aumentar a escala das iniciativas de mudança nos próximos 12 meses e a maioria (74%) considera que a sua organização mudou mais do que o setor no ano passado.
De onde chega a mudança? De várias frentes, entre as quais desenvolvimentos tecnológicos (77%), especificamente IA – inteligência artificial (75%), condições económicas (69%) e expectativas crescentes dos clientes (66%).
Em relação à estratégia de fusões de aquisições (M&A), só 10% dos participantes a consideram um um desafio futuro significativo. A consultora explica que é “o mais baixo de todos os obstáculos” e “sugere uma potencial subestimação da perturbação relacionada com as transações”.
Há ainda um desalinhamento de confiança no âmbito da liderança. Os CEO são os mais otimistas quanto à preparação das suas organizações para a mudança (8,4/10), enquanto os diretores de RH são os menos otimistas (7,5/10), segundo a investigação da H Advisors e da YouGov.
“Liderar no contexto atual é, antes de mais, eliminar a ambiguidade. Primeiro, cada líder tem de compreender e acreditar na estratégia definida. É fundamental ter em mente que a credibilidade vem sempre antes da ação. Depois, é explicar de forma simples o que muda para cada equipa, porquê e o que isso significa para o futuro da empresa”, defende António Cunha Vaz, presidente e CEO da H Advisors CV&A e chairman executivo da H Advisors Bruxelas.
A importância da formação também sobressai nos portugueses, nomeadamente na área da IA. Enquanto um líder na área de pessoas diz que é essencial a “formação adequada a lidar com os desafios que a IA coloca na gestão de recursos humanos” (RH), um diretor de operações (COO) menciona o risco que são “os líderes sem formação” na comunicação apropriada e consistente de mensagens, o que pode levar a uma discrepância entre a comunicação interna e externa.
“A IA está a emergir como a força mais poderosa que está a moldar o panorama empresarial. Os líderes já não estão a gerir a mudança por fases. Estão a operar num mundo de transformação contínua. Neste ambiente, o sucesso dependerá das organizações que conseguirem adaptar-se continuamente, guiadas por estratégias de comunicação claras que criem confiança, definam uma direção e ajudem as pessoas a avançar, mesmo quando o caminho é incerto”, referiu Stéphane Fouks, chairman executivo da H Advisors e vice-presidente executivo da Havas.
Portugal, a par dos Emirados Árabes Unidos (EAU), destaca-se pela importância atribuída à comunicação nestes processos de mudança (com uma valorização de 9,1 em 10) mas, tal como noutros países inquiridos, trata a comunicação como secundária, esperando que os recursos e o orçamento atuais deem resposta a estes desafios adicionais, de acordo com o estudo que se baseia em testemunhos de altos executivos no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal, Singapura e EAU.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Ritmo de mudança nas empresas acelerou no último ano, conclui estudo
{{ noCommentsLabel }}