‘Short-sellers’ avançam em tribunal contra CEO da Mota-Engil
A Muddy Waters acusa Carlos Mota Santos de difamação por o gestor ter afirmado, numa entrevista, que a aposta do fundo abutre na desvalorização das ações da Mota-Engil era “manipulação de mercado”.
A Muddy Waters passou do short-selling para a justiça e está a acusar o CEO da Mota-Engil, Carlos Mota dos Santos, de difamação. Segundo avança esta sexta-feira o Jornal de Negócios, o processo deu entrada em dezembro passado junto do tribunal federal do Texas, nos EUA, de onde a gestora, fundada por Carson Block, é originária.
Fonte oficial da construtora portuguesa confirma que “tomou recentemente conhecimento da ação cível intentada ao seu CEO num tribunal dos Estados Unidos da América pela Muddy Waters” e explica que “a Mota-Engil e o seu CEO entregaram, através dos seus advogados representantes naquele país, três moções solicitando o indeferimento liminar da ação por várias razões, incluindo por falta de fundamento plausível”. “Embora os únicos pedidos na ação digam respeito a esta alegada difamação, a Muddy Waters fez um conjunto de insinuações que a Mota-Engil considera completamente infundadas”, acrescenta.
A acusação da Muddy Waters contra a empresa portuguesa tem por base as declarações de Carlos Mota Santos numa entrevista ao Expresso, em dezembro de 2024, em que classificava como “manipulação do mercado” a aposta do fundo abutre na desvalorização das ações da Mota-Engil e defendia que era necessária melhor regulação contra estes movimentos, tendo feito uma exposição à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sobre a qual não tinha até então novidades.
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