Viana do Castelo destaca-se na economia do mar e reúne com parceiros europeus
Viana do Castelo foi palco do evento Olamur Consortium Meeting, que reuniu dezenas de parceiros e especialistas europeus em torno dos desafios da economia do mar.

Os desafios da economia do mar e neutra de carbono juntaram, em Viana do Castelo, dezenas de parceiros e especialistas de oito países que integram o projeto Olamur (“Aquicultura de baixas bacias tróficas em offshore em cenários de uso múltiplo”). A cidade minhota é a representante nacional deste projeto europeu que visa “uma melhor utilização do espaço marinho”, segundo explica o município.
Viana do Castelo destaca-se nesta plataforma com o projeto “Low-Trophic Aquaculture and Wind Synergies – LowAWind”, que utiliza como referência o parque eólico WindFloat Atlantic. Este projeto, explana a autarquia, “afere a viabilidade da combinação da aquacultura de baixo nível trófico com a energia eólica ‘offshore’ flutuante na costa noroeste do país”.
Na prática, detalha o município, este projeto “avalia a viabilidade comercial da aquacultura de baixo nível trófico na região”, envolvendo as comunidades locais, “as partes interessadas e a cadeia de abastecimento regional”. Visa igualmente desenvolver um roteiro para “orientar a futura implementação de atividades coexistentes de aquacultura e energia eólica ‘offshore’”.
Viana do Castelo foi, assim, palco do evento Olamur Consortium Meeting que reuniu um conjunto de parceiros e especialistas da Alemanha, Noruega, Dinamarca, Estónia, Itália, Lituânia, Bélgica e Suécia. E que integram um consórcio coordenado pelo Instituto de Investigação Marinha da Noruega.
Estes parceiros operam em áreas tão diversas como ciência e política ambiental, meteorologia, robótica, tecnologia eólica e aquacultura. Entre os parceiros, elenca a câmara de Viana, constam cinco universidades, igual número de institutos de investigação e tecnologia (IPT), três organizações não-governamentais (ONG) e mais três parceiros do tecido industrial.
São plataformas como esta [Olamur], com parceiros externos, que trazem confiança à governança, nomeadamente em momentos de incerteza como o atual.
Durante a sessão de boas-vindas deste encontro, o presidente da autarquia, Luís Nobre, destacou precisamente os contributos das entidades regionais e das empresas para aprofundar o papel de Viana do Castelo na economia do mar. O autarca destacou, por isso, “o posicionamento de Viana do Castelo a nível regional e nacional” nessa matéria. Este evento incluiu visitas técnicas à Ocean Winds, acionista maioritária do parque eólico ‘offshore’, ao largo de Viana do Castelo.
“São plataformas como esta [Olamur], com parceiros externos, que trazem confiança à governança, nomeadamente em momentos de incerteza como o atual, pois dão oportunidade para conhecer e obter informação plena e racional de quem está mais avançado nestas áreas, para encontrar soluções”, referiu Luís Nobre.
Com a durabilidade de quatro anos, o projeto Olamur conta com financiamento da União Europeia (UE), que apoia a Missão Ocean Lighthouse, com o objetivo de restaurar e proteger os oceanos até 2030. De acordo com a autarquia minhota, este projeto “centra-se na criação de uma economia azul circular e neutra em carbono”.
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