Mota-Engil assegura “escrupuloso respeito de todos os requisitos legais e de boa governança”
Depois de ter sido processada pela Muddy Waters por difamação, a construtora portuguesa afasta qualquer fundamento na ação.
A Mota-Engil nega qualquer fundamento à ação por difamação que lhe foi colocada pelo fundo norte-americano Muddy Waters, e reforça que cumpriu todas as regras no que toca a todas as operações com partes relacionadas, tendo em atenção as alegações dos norte-americanos.
O caso nasceu em dezembro de 2024, quando, numa entrevista, o CEO Carlos Mota Santos classificava como “manipulação do mercado” a aposta do fundo abutre na desvalorização das ações da Mota-Engil e defendia que era necessária melhor regulação contra estes movimentos, tendo feito uma exposição à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Na sequência destas afirmações, a Muddy Waters contra-atacou em colocou a Mota e o seu CEO em tribunal, num processo que corre no estado americano do Texas, ação noticiada na sexta-feira pelo Jornal de Negócios. Já este sábado, a empresa emitiu um comunicado através do site da CMVM, em que volta a reforçar nada temer neste caso.
“A Mota-Engil submeteu, entretanto, adequada defesa no tribunal competente, solicitando o indeferimento liminar da ação, desde logo por absoluta falta de fundamento do alegado pela Muddy Watters”, afirma a empresa.
Por outro lado, “não pode deixar de reiterar junto dos seus acionistas e do mercado em geral que cumpre escrupulosamente com as regras contabilísticas aplicáveis (IFRS) e com todos os requisitos de reporte e comunicação com os stakeholders, reafirmando não só a absoluta exatidão da informação publicada nos seus Relatórios e demais informação, devidamente auditada e supervisionada pelo regulador (CMVM), bem como o escrupuloso respeito de todos os requisitos legais e de boa governança em todas as operações com partes relacionadas“, acrescenta.
Em causa estão várias acusações feitas pela Muddy Waters que, além de se queixar de difamação, questiona a forma como é feita a contabilidade da Mota e que “a família controladora [da empresa portuguesa] está a extrair valor da empresa de forma indevida, em detrimento dos acionistas” minoritários.
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