CGTP fora da reunião do Governo com empresários e UGT. Central recebida pelo chefe de gabinete da ministra
CGTP dirigiu-se à Praça de Londres no momento em que decorre uma reunião com as quatro confederações empresariais e a UGT. Não foi recebida nesse encontro, mas pelo chefe de gabinete da ministra.
No momento em que decorre uma reunião entre a ministra do Trabalho, as quatro confederações empresariais a UGT sobre a reforma da lei do trabalho, uma delegação da CGTP foi recebida esta pelo chefe de gabinete de Maria do Rosário Palma Ramalho. A central sindical tem criticado o facto de não ter sido incluída nos encontros técnicos que têm tido lugar na Praça de Londres, e insiste que quer ver discutidas as suas propostas.
“Fomos recebidos por uma delegação composta pelo assessor” do secretário de Estado do Trabalho e pelo chefe de gabinete da ministra do Trabalho, indicou o secretário-geral, Tiago Oliveira, à saída desse breve encontro no ministério da tutela.
Perante um ajuntamento de dezenas de dirigentes sindicais, o líder da CGTP atirou que a atitude do Governo, neste processo, tem sido antidemocrática ao excluir esta central sindical das reuniões técnicas. “A CGTP apresentou propostas por mais de sete vezes“, garantiu o secretário-geral, contrariando o Governo, que tem dito que a central sindical se retirou, desde o primeiro momento, da negociação.
“Queremos ver as propostas discutidas. Queremos estar lá, mas queremos que percebam de facto as propostas de quem trabalha“, frisou Tiago Oliveira.
“O que exigimos é que se cumpra a Constituição. Não afastem a maior central sindical do país“, apelou o mesmo, que adiantou também que na quarta-feira haverá reunião do conselho nacional da CGTP onde será discutida a continuação da luta dos trabalhadores contra a reforma da lei do trabalho.
Em julho do ano passado, o Governo aprovou em Conselho de Ministros e apresentou na Concertação Social um anteprojeto com mais de 100 mudanças ao Código do Trabalho, dos despedimentos aos contratos de trabalho, passando pelos direitos parentais.
Desde o primeiro momento, este amplo pacote mereceu críticas dos representantes dos trabalhadores. Tanto que a CGTP e a UGT consensualizaram uma greve geral a 11 de dezembro, que teve, segundo as centrais sindicais, a adesão de cerca de três milhões de trabalhadores.
Apesar das críticas dos representantes dos trabalhadores, as negociações têm continuado. Nesse âmbito, o Governo tem dado preferência a reuniões técnicas no Ministério do Trabalho (em vez de encontros na Concertação Social), para as quais não tem convocado a CGTP.
Esta segunda-feira, decorre mais uma dessas reuniões técnicas (depois de as confederações empresariais terem anunciado o fim do processo sem acordo, voltaram à mesa, aceitando o repto do Presidente da República).
E, mais uma vez, a CGTP não foi convocada. Daí que uma delegação da central sindical se tenha dirigido à Praça de Londres esta tarde. Não foi acolhida no encontro com os demais parceiros sociais, mas recebeu do chefe de gabinete de Palma Ramalho a mensagem de que a ministra da tutela está disponível para reunir com a CGTP numa data posterior.
De resto, a central sindical liderada por Tiago Oliveira já pediu uma reunião com o novo Chefe de Estado, António José Seguro, para expor a sua preocupação com a reforma da lei do trabalho e com a exclusão da CGTP deste processo negocial.
(Notícia atualizada às 15h59)
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