Montenegro avisa candidatos à TAP que têm de “aproveitar toda a capacidade aeroportuária” do país
Em relação ao novo aeroporto de Lisboa, Montenegro assegura que a Vinci sabe que Governo quer "um aeroporto construído com a rapidez possível", mas acompanhado de investimento no Porto, Faro e ilhas.
O primeiro-ministro garantiu esta segunda-feira que “não haverá privatização da TAP” se da parte dos candidatos não houver “garantia do aproveitamento de toda a capacidade aeroportuária” do país, além de Lisboa, classificando esta exigência como uma “pedra fundamental” no processo de privatização da companhia.
“Não haverá privatização se não garantirmos que os nossos aeroportos, incluindo naturalmente o aeroporto Francisco Sá Carneiro, terão, ao nível da atividade da companhia, a potencialidade que merecem e que se exige à luz do interesse estratégico do país“, referiu o primeiro-ministro durante a cerimónia que assinalou o 80º aniversário do aeroporto nortenho.
Lembrando que está a decorrer o processo de privatização de parte do capital da companhia aérea portuguesa, Montenegro fez questão de mencionar “de forma muito clara” que “a exigência e a garantia de aproveitamento de toda a nossa capacidade aeroportuária é uma pedra fundamental”.
O governante insistiu que a aposta nos aeroportos de Lisboa, do Porto, de Faro e das regiões autónomas é “uma exigência de que o Estado português não vai abdicar, assim como o processo de construção do futuro Aeroporto Internacional de Lisboa“.

Em relação ao novo aeroporto da região de Lisboa, Montenegro disse que a Vinci sabe que o Governo quer “um aeroporto construído com a maior rapidez possível, com o custo já predeterminado”. “Mas queremos que essa construção seja acompanhada do investimento em todos os outros aeroportos, nomeadamente no aeroporto de Francisco Sá Carneiro”, completou.
O presidente da Vinci Concessions, Nicolas Notebaert, que também marcou presença no evento, assegurou a Luís Montenegro “um compromisso claro”, prometendo que a Vinci “vai continuar a inovar e a garantir que a rede aeroportuária de Portugal se mantém entre as mais eficientes e competitivas da Europa”.
Nicolas Notebaert contabilizou ainda que “a atividade dos aeroportos portugueses representa atualmente 2,8% do PIB de Portugal e sustenta cerca de 140 mil postos de trabalho”.
No início do ano, a TAP anunciou um investimento de 20 milhões de euros para a criação de um hub de manutenção e engenharia no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Com mais de 120 destinos diretos para a Europa, Américas e África, o aeroporto Sá Carneiro terminou o ano de 2025 com um recorde de 16,9 milhões de passageiros, um aumento de 6,3% face a 2024, um valor acima da média nacional. Só a ano passado, abriram 22 novas rotas e entraram sete novas companhias áreas.
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