Grupo Fidelidade ultrapassa os 200 milhões de lucro em 2025

Um crescimento de 5,8% para 6,5 mil milhões de euros nos prémios emitidos nos 14 países em que o grupo está presente produziu um resultado líquido final de 201 milhões de euros, mais 16% que em 2024.

O grupo Fidelidade, presente em 14 países, atingiu 201 milhões de euros de resultados líquidos a nível global, um crescimento de 16% comparando com 2024, com uma contribuição positiva da operação portuguesa que multiplicou por 12 o seu resultado líquido individual para 144 milhões de euros.

Os principais dados extraídos do Relatório e Contas são:

  • Os prémios de seguro cresceram 5,8% e atingiram, a nível global, 6.529 milhões de euros, representando um crescimento de 7,1% no segmento Não-Vida e de 4,4% no segmento Vida;
  • A Fidelidade continua líder em produção em Portugal, com uma quota de mercado total de prémios de 28,1%, de 29,6% no segmento Não-Vida e de 26,7% no segmento Vida;
  • No segmento Vida em Portugal o Grupo registou uma redução de 4,3% na sua quota de mercado face a 2024, refletindo sobretudo o comportamento do ramo Vida Financeiro, enquanto os produtos Unit-Link e Vida Risco registaram um incremento de prémios de 0,7% face ao ano anterior;
  • No segmento Não-Vida em Portugal, a Fidelidade reforçou a sua quota de mercado em 0,1% face a 2024, impulsionada pela evolução positiva nos negócios de Acidentes de Trabalho, Acidentes Pessoais e Incêndio e Outros Danos, ramo que inclui multirriscos. No ramo automóvel a companhia melhorou a sua rentabilidade.
  • A atividade Não-Vida internacional cresceu 1,6% face a 2024, sofrendo negativamente pelo efeito cambial, nomeadamente no negócio em Angola, mas também pelo desempenho negativo de França e Espanha. Por outro lado, Chile, Bolívia e Cabo Verde foram as geografias que mais contribuíram para a expansão dos prémios internacionais Não-Vida;
  • Ativos sob Gestão cresceram para 21,2 mil milhões de euros, mais 10,8% face a 2024, sendo 23% desse montante relativo a contratos Unit-Linked;
  • Os resultados de investimentos do grupo mais que duplicaram para 127,8 milhões de euros devido a menores taxas garantidas concedidas a clientes nos produtos de taxa fixa e uma melhoria nos rendimentos de investimento;
  • O resultado dos contratos de seguro evoluiu desfavoravelmente para 262,5 milhões de euros, uma diminuição de 28,8% face a 2024, evidenciando um agravamento nos níveis de sinistralidade nos ramos Não-Vida. O rácio combinado em 2025 agravou para 95,7%;
  • O negócio internacional representou 30,2% do volume total de prémios emitidos em 2025. América Latina representou 59% do negócio internacional do Grupo Fidelidade (Peru, Bolivia, Paraguai, Chile), com 30% Europa (Espanha, França, Alemanha, Suíça, Liechtenstein), com 7% África (Fidelidade Angola, Garantia Cabo Verde e Fidelidade Ímpar de Moçambique) e com 4% Macau.
  • O capital próprio, excluindo interesses minoritários, situou-se em 2,7 mil milhões de euros, um reforço de 7,4% face a 2024, devido à evolução positiva da reserva de reavaliação e dos resultados transitados. O retorno médio sobre o capital acionista (ROE) foi de 7,7% de 6,7% em 24.
  • O resultado líquido do grupo a nível global alcançou 201 milhões de euros, mais 16% que um ano antes, a administração propõe distribuir cerca de 100 milhões de euros aos acionistas Fosun(85%) e Caixa Geral de Depósitos (15%);
  • O retorno para os investidores (ROE) foi de 7,1%, um ponto acima do conseguido em 2024;
  • Considerando o desempenho recorrente – excluindo eventos extraordinários – o resultado líquido ajustado ascendeu a 338 milhões de euros, refletindo um ROE recorrente de 13,0%;

O Grupo Luz Saúde, detido a 100% até janeiro de 2026 pelo grupo Fidelidade, cresceu no ano passado a sua receita em 10,1% para 804 milhões de euros, obtendo um resultado líquido de 62 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 65,7% face a 2024.

O grupo Fidelidade tinha em 31 de dezembro 14.343 colaboradores, dos quais 7.048 na Luz saúde e 28% colocados a nível internacional. De todos, 48% tinham menos de 5 anos como colaboradores do grupo.

O relatório e contas será votado na assembleia geral do próximo 31 de março.

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