“Alguns” cortes de estradas e ferrovia “serão bastante demorados”, avisa Pinto Luz

Interrupção na Linha da Beira Baixa vai demorar seis meses a reparar. Obras de reparação no quebra-mar exterior do Porto de Leixões vão custar 30 milhões de euros.

O ministro das Infraestruturas afirmou esta sexta-feira que alguns cortes de estradas e ferrovia provocados pelo mau tempo vão demorar bastante tempo a reparar. A linha da Beira Baixa vai manter-se interrompida por seis meses.

Alguns dos cortes ainda em vigor serão bastante demorados. Falamos de obras de engenharia altamente complexas, em certos casos os deslocamentos de terra foram tais que podem impedir que a estrada seja reconstruída na mesma localização”, afirmou Miguel Pinto Luz, que está a ser ouvido esta quarta-feira na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.

O governante deu como exemplo a EN 232, em Manteigas. “Todos vimos as imagens e a total destruição daquela estrada e percebemos que terão de ser feitos estudos no terreno e desenvolvidos projetos antes de se iniciar qualquer obra”, referiu na abertura da audição.

Outra situação crítica é a da Linha da Beira Baixa, onde a circulação no troço entre as estações de Mouriscas A e Rodão continua interrompida. “Falamos de uma reparação que só poderá ser efetuada através da linha, dificultando em muito as operações e cuja interrupção durará cerca de seis meses“, estimou Miguel Pinto Luz.

O ministro das Infraestruturas revelou que o secretário de Estado das Infraestruturas assinou um despacho para que a Infraestruturas de Portugal “liste todas as ocorrências quer em ferrovia, quer em rodovia, defina critérios de priorização e proceda à monitorização das intervenções”.

Nos portos, a situação mais complexa regista-se no Porto de Leixões, em particular no quebra-mar exterior. Miguel Pinto contabilizou a obra de reparação em 30 milhões de euros.

Ainda num balanço do impacto do mau tempo que assolou Portugal entre o final de janeiro e o mês de fevereiro, o ministro das Infraestruturas afirmou que 99% dos 280 mil utilizadores da rede móvel têm a situação resolvida. “Na rede fixa, a situação tem resolução mais demorada, estando também todos os esforços para a recuperação a serem levados a cabo”.

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