Peso dos estrangeiros no crédito à habitação duplicou em 5 anos
Brasileiros lideram a lista de estrangeiros que mais pediram crédito para comprar casa. E os ucranianos saltaram para o pódio.
O peso dos estrangeiros no crédito à habitação praticamente duplicou em cinco anos, numa lista que é liderada pelo Brasil com grande distância em relação às restantes nacionalidades. Isto é válido tanto para o número de contratos celebrados como para o montante contratado, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.
O supervisor adianta que no ano passado foram celebrados mais de 105 mil contratos de crédito à habitação própria permanente junto de aproximadamente 163,4 mil pessoas, superando os 19 mil milhões de euros em montante.
Os estrangeiros representaram 13,56% do montante contratado em 2025 (totalizando cerca de 2,6 mil milhões de euros), detalha o Banco de Portugal. Em 2021 o peso era de apenas 7,38%, quase metade do que se verifica hoje.
Quanto ao número de pessoas, há uma evolução semelhante: no ano passado a população estrangeira teve um peso de 11,74% nos contratos de crédito à habitação, acima dos 6,05% registados em 2021.
Por nacionalidade, a lista é liderada, de longe em relação às restantes nacionalidades, pelos brasileiros – o que se percebe tendo em conta que é a maior comunidade de imigrantes a residir em Portugal. Mas o peso dos brasileiros está a aumentar também no que toca a pedir dinheiro ao banco para comprar casa.
Mais de quatro em cada dez estrangeiros (44%) que contrataram um crédito da casa no ano passado eram brasileiros. Em 2021 os brasileiros representavam uma fatia de 35%.
Nessa lista seguem-se os angolanos (6%) e os ucranianos e italianos (ambos com 4%).
No total, incluindo outros créditos como pessoal, automóvel e cartão de crédito, as instituições financeiras em Portugal realizaram 2,2 milhões de novos contratos de crédito, com 1,7 milhões de pessoas, num total de 35 mil milhões de euros.
“O número de novos contratos foi semelhante ao de 2024, mas o montante total aumentou 30%”, salienta o Banco de Portugal.
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