Preços industriais tropeçaram 3,5% com energia antes da guerra no Médio Oriente

Dados do INE mostram que a contração registada no índice durante o mês de fevereiro se deveu sobretudo à energia "com uma redução de 18,8% e um contributo de menos 3,3 pontos percentuais".

O índice de produção industrial registou uma descida homóloga de 3,5% em fevereiro, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta quebra aconteceu antes dos ataques ao Irão por parte dos EUA e de Israel.

De acordo com o gabinete estatístico, “esta contração é explicada sobretudo pelo agrupamento de energia, com uma redução de 18,8% e um contributo de menos 3,3 pontos percentuais”.

Os bens intermédios e bens de consumo também apresentaram variações negativas em fevereiro (-0,8% e -0,5% respetivamente), ainda assim menos acentuadas que no mês anterior (-1,6% e -1,1%). No conjunto, contribuíram com 0,5 pontos percentuais para a variação do índice. O INE explica que “a descida dos preços da produção de eletricidade foi o principal fator explicativo da evolução do agrupamento energia, bem como do índice agregado”.

Por outro lado, os bens de investimento contrariaram a tendência de queda dos preços, apresentando um aumento homólogo de 1,6% em fevereiro, menos 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior, contribuindo com 0,2 pontos percentuais para a variação do índice agregado.

Em termos mensais, a variação situou-se em -1,1%, invertendo a taxa positiva de 0,3% registada em fevereiro de 2025. Esta variação negativa deveu-se essencialmente ao agrupamento energia, que apresentou um contributo de menos 1,5 pontos percentuais, associado a uma redução mensal de 9,2%.

Quase um mês depois do início da guerra no Irão, a indústria portuguesa antecipa um impacto “gravoso” nos custos de produção e avisa sobre impacto nos preços e na economia.

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