Ensino “online” está a ganhar popularidade. Portugal supera média da UE

Em Portugal, 38,53% dos internautas fizeram cursos "online" ou recorreram a materiais educativos digitais no último ano. É superior à média comunitária, mas está a alguma distância dos campeões da UE.

Quase quatro em cada dez pessoas que usam Internet em Portugal reportaram ter feito cursos online ou recorrido a materiais educativos digitais no último ano. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat, o ensino online está a ganhar popularidade tanto em Portugal como no conjunto da União Europeia (UE).

“Em 2025, 34,8% dos utilizadores da Internet da UE reportaram ter feito cursos online ou usado materiais educativos online. Esta percentagem corresponde a um aumento de 1,4 pontos percentuais face a 2024 (33,4%) e a um salto considerável face a 2019, altura em que menos de um quarto dos utilizadores da Internet (21,4%) usavam estes recursos educativos”, informa o gabinete de estatísticas, no que diz respeito ao conjunto do bloco comunitário.

Já no que a Portugal concerne, os dados mostram que, em 2025, 38,53% dos utilizadores da Internet fizeram cursos online ou usaram materiais educativos digitais, superando, assim, a média comunitária. Face a 2024, houve um aumento de 1,18 pontos percentuais e, em comparação com 2019, a subida foi de 8,38 pontos percentuais.

Apesar de superar a média da UE, Portugal está a alguma distância dos campeões europeus. Nos Países Baixos, 60,2% dos utilizadores da Internet dedicaram-se ao ensino online no último ano. Na Irlanda, 59,7% e na Suécia 50,6%. Em contraste, a educação online teve menos incidência na Roménia (apenas 11,8%), Bulgária (18,4%) e no Chipre (21,0%).

“Entre os métodos de ensino online, 17,3% dos utilizadores da Internet fizeram cursos online em 2025, tendo sido a maior incidência registada na Irlanda (29,6%), Finlândia (29,3%) e Países Baixos (28,5%). Ao mesmo tempo, 30,5% dos utilizadores recorreram a materiais educativos online, tendo sido a fatia mais expressiva verificada nos Países Baixos (55,1%), Irlanda (50,4%) e Hungria (46,4%)”, indica o Eurostat.

Custos do trabalho aumentam mais em Portugal que na UE

O Eurostat publicou esta quinta-feira também os dados do custo do trabalho, que revelam que, no último trimestre de 2025, os gastos das empresas por hora trabalhada aumentaram 3,3% na Zona Euro e 3,7% na UE, face ao período homólogo.

Desagregando, na área da moeda única, os custos salariais subiram 3% face ao mesmo trimestre de 2024, e os demais custos cresceram 4,4%. Já na UE, os custos salariais aumentaram 3,4% e os demais gastos 4,5%.

“No quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período do ano anterior, os maiores aumentos dos custos salariais por hora foram registados na Eslovénia (+19,1%), na Bulgária (+13,8%) e na Croácia (+10,5%). As subidas menos expressivas foram verificadas em França (+1,1%), em Itália (+2,3%), na Dinamarca (+2,5%), na Finlândia (+2,6%), na Alemanha e no Chipre (ambos com +2,7%), enquanto em Malta contabilizou-se um recuo (-3,9%)”, aponta o gabinete de estatísticas.

E Portugal? Por cá, os custos do trabalho totais subiram 6,9% nos últimos três meses de 2025, face ao mesmo período de 2024: os gastos salariais cresceram 7,0% e os demais custos 6,9%, superando a média comunitária, como mostra o gráfico acima.

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