Leitão Amaro refuta “totalmente a ideia que possa haver um projeto de fragilização da RTP”

Rafael Correia,

Questionado sobre o pedido dos jornalistas da RTP para a suspensão do processo de uniformização das marcas, Leitão Amaro recusa comentar diretamente, mas afirma confiar nas decisões da administração.

Fragilização do serviço público? Eu refuto totalmente a ideia que possa haver um projeto de fragilização do serviço público”, defendeu o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em declarações aos jornalistas no briefing do Conselho de Ministros desta quinta-feira. Questionado sobre o pedido dos jornalistas da RTP para a suspensão do processo de uniformização das marcas, Leitão Amaro recusou comentar diretamente, uma vez que “não é uma medida que dependa do Governo”.

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Abordando a transformação e o investimento da RTP de forma mais global, afirmou confiar nas decisões da administração. “Respeitamos, confiamos na capacidade da administração de fazer esse processo de transformação. Agora, ele é indispensável. Se queremos um serviço público, não podemos deixar definhar. Se queremos uma empresa forte, não podemos a deixar a ficar fraca”, argumentou.

A RTP está num ciclo de fortalecimento. Um fortalecimento que passa por modernização, que passa por investimento, que passa por repensar algumas coisas que faz e como o faz”, concretizou ainda.

O ministro voltou a lembrar medidas em que o Governo apoiou a RTP para solucionar a atual situação de dificuldade financeira, como o plano de saídas voluntárias e “o maior investimento deste século” no grupo. “O maior investimento é baseado também em recursos injetados pelo Estado”, lembrou. “Nós não podemos equiparar reformas que melhorem e transformem em fragilização. É o contrário. É fortalecimento”, apontou.

“Rejeito e combato qualquer proposta de aumento da CAV. A RTP já custa um valor muito significativo de 200 milhões de euros aos contribuintes. É preciso fazer mais com este dinheiro que recebemos“, concluiu.

Na passada quarta-feira, os jornalistas da RTP rejeitaram em plenário a uniformização das marcas RTP por considerarem que está “em curso a fragilização da informação do serviço público” e pediram a suspensão do processo. Condenaram ainda terem sido excluídos das mudanças anunciadas para entrarem em vigor a partir de 30 de março.

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