Preço do petróleo Brent dispara 5% com escalar do conflito e supera os 113 dólares

O ataque israelita às maiores reservas de gás do mundo e a retaliação iraniana contra as principais operações de LNG no Qatar estão a impulsionar os preços.

ECO Fast
  • O preço do barril de petróleo Brent sobe 5% para mais de 113 dólares, impulsionado pela escalada da guerra no Médio Oriente e ataques a infraestruturas.
  • Os ataques a instalações energéticas, incluindo o depósito de gás do Irão e o centro de GNL no Qatar, aumentam as tensões regionais.
  • A escalada do conflito pode resultar em interrupções prolongadas no abastecimento de petróleo, afetando os mercados globais e a segurança energética.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O preço do barril do Brent dispara esta quinta-feira 5%, para acima dos 113 dólares com o escalar da guerra no Médio Oriente através de trocas de ataques a infraestruturas. Israel na quarta-feira atacou o maior depósito de gás do Irão, e como retaliação a República Islâmica atacou lançou mísseis contra um dos principais centros de processamento de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar.

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Os futuros do Brent sobem 5,30% para 113,07 dólares por barril ás 06h37. O petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA avançou 96 cêntimos, ou 1%, para 97,28 dólares por barril, após ter chegado subido mais de 3 dólares.

“A escalada da tensão no Médio Oriente, os ataques precisos às infraestruturas petrolíferas e a morte de líderes iranianos apontam todos para uma interrupção prolongada no abastecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, numa nota citada pela Reuters.

Israel levou a cabo o ataque ao campo de gás de South Pars, que tem a maior reserva de gás natural do mundo e que o Irão partilha com o Catar, aliado dos EUA, do outro lado do Golfo.

Mas os Estados Unidos e o Qatar não estiveram envolvidos, afirmou Donald Trump na noite de quarta-feira. Segundo o presidente americano Israel, de forma enfurecida, “reagiu violentamente” e atacou o principal campo de gás do Irão, o que constitui uma escalada significativa na guerra entre os EUA e Israel, mas descartou a possibilidade de novos ataques deste tipo por parte de Israel, a menos que o Irão retaliasse.

Na quarta-feira, a QatarEnergy afirmou que ataques com mísseis iranianos contra Ras Laffan, local onde se situam as principais operações de processamento de GNL do país, causaram “danos extensos” ao seu centro energético.

Também na quarta-feira, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído quatro mísseis balísticos lançados contra Riade, bem como uma tentativa de ataque com drones contra uma instalação de gás.

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