⛽ Combustíveis voltam a disparar para a semana. Gasóleo sobe 17 cêntimos e gasolina nove

Diesel subiu 9,8 cêntimos esta semana e a gasolina 7,3 cêntimos, apesar do desconto temporário extraordinário. Combustíveis somam já um ganho acumulado de 28,5 e 14,6 cêntimos, respetivamente.

Os preços dos combustíveis vão voltar a disparar na próxima semana. O diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá registar uma subida de 15 cêntimos e a gasolina nove cêntimos, avança ao ECO a Anarec. Subidas superiores às registadas esta semana, reflexo da escalada dos preços da matéria-prima.

Estas subidas ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Assim, com as cotações de meio da manhã, a expectativa já é de uma subida do diesel de 17 cêntimos. Mas para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira, quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana, tendo em conta o aumento acumulado seria 45,5 cêntimos no diesel e de 23,6 cêntimos na gasolina, tendo em contas as previsões de subida para a próxima semana.

O diesel disparou 9,8 cêntimos esta semana e a gasolina 7,3 cêntimos, apesar do desconto temporário extraordinário de 1,4 cêntimos por litro no gasóleo, que acumulou com os 3,55 cêntimos da semana anterior e de 2,7 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo no valor. Ou seja, a poupança real sentida pelos contribuintes na próxima semana será de 1,8 cêntimos no gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina, segundo o Ministério das Finanças.

O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,36%, para os 109,04 dólares por barril, e caminham para uma subida semanal de 5%. O barril de Brent passou a fasquia dos 100 dólares na quinta-feira da semana passada, pela primeira vez desde 2022, e lá permanece, desde então. Esta manhã chegou a negociar em queda depois de os principais países europeus e o Japão ofereceram-se para participar nos esforços para garantir a passagem segura dos navios pelo Estreito de Ormuz, que permanece efetivamente encerrado, mas entretanto regressou às subidas com os ataques de retaliação do Irão e novos ataques de Israel ao Irão, contrariando o pedido de Donald Trump.

(Notícia atualizada às 11h42 com as novas previsões tendo em conta as cotações de meio da manhã)

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