Certificados de Aforro chegam a mais cinco Lojas do Cidadão. Saiba quais
Mais cinco Lojas e Espaços do Cidadão passam, a partir de 23 de março, a disponibilizar serviços de aforro, alargando a rede para 12 balcões em todo o país.
Mais cinco Lojas e Espaços do Cidadão vão permitir a subscrição de produtos de aforro, nomeadamente Certificados de Aforro e do Tesouro, a partir da próxima segunda-feira. Ao abrigo de um “protocolo de cooperação” entre o IGCP e a ARTE, as “lojas de Coimbra, Penafiel, Setúbal, Faro e Viseu passarão a ter atendimento para aforristas”, incluindo um serviço de conversão de certificados físicos para formato digital.
Este anúncio eleva para 12 o número de locais com serviços deste tipo, permitindo uma maior proximidade aos cidadãos interessados em subscrever Certificados de Aforro, mas também realizar o resgate de títulos, atualizar dados pessoais, entre outras coisas. Até ao momento, apenas sete Espaços do Cidadão ofereciam serviços de aforro, em Lisboa (Laranjeiras), Aveiro, Braga, Porto, Esmoriz, São João da Madeira e Tavira.
Na prática, os cidadãos passam a ter acesso a um conjunto alargado de operações relacionados com produtos de aforro, incluindo a subscrição de Certificados de Aforro Série F e os Certificados do Tesouro Poupança Valor, o resgate das suas aplicações, a atualização de dados pessoais associados às contas aforro e ainda a desmaterialização de certificados físicos das séries A, B e D, que decorre desde 5 de janeiro deste ano até 29 de novembro de 2029.
“A atualização dos dados pessoais associados à conta aforro é obrigatória, nos termos da legislação relativa à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo. Dados desatualizados podem originar o bloqueio da conta aforro até que esses elementos sejam preenchidos”, lembra o IGCP, a agência que gere a dívida pública, num comunicado.
“Com este protocolo é possível conjugar a missão do IGCP, na emissão e gestão dos produtos de aforro, com a responsabilidade da ARTE na coordenação da rede de atendimento presencial da Administração Pública”, informou o Ministério das Finanças, num comunicado divulgado nesta sexta-feira. “Esta expansão reforça ainda a estratégia de proximidade do IGCP, consolidando a disponibilização progressiva dos serviços na rede de Lojas do Cidadão, com o objetivo de aproximar os serviços de aforro dos cidadãos, beneficiando da presença capilar das Lojas e Espaços Cidadão em todo o território nacional”, nota também o IGCP.
A medida prossegue a estratégia de aumento do leque de opções na disponibilização de produtos de poupança do Estado, iniciada em 2023 pelo então ministro das Finanças socialista, Fernando Medina. Em junho desse ano, quando suspendeu a comercialização dos Certificados da Série E e lançou a Série F, o ministro socialista legislou no sentido de permitir que os títulos de dívida pública pudessem passar a ser subscritos nas redes físicas e digitais de outros bancos, além dos CTT e dos Espaços do Cidadão. O banco BiG foi um dos que passou a disponibilizar Certificados aos seus clientes.
Em 2025, os portugueses aplicaram, em termos líquidos, 5,45 mil milhões de euros em Certificados de Aforro. O stock de Certificados fechou o ano nos 40 mil milhões de euros, um novo máximo histórico. Os CTT, por seu turno, divulgaram esta semana que a “recuperação da colocação de dívida pública para níveis normalizados estimulou o crescimento em 2025”, levando a um aumento de 16% nos rendimentos operacionais do segmento de Serviços, para 129,6 milhões de euros, resultante sobretudo do “desempenho dos títulos de dívida pública”, nomeadamente os Certificados.
Para assinalar o alargamento da rede de atendimento, o IGCP e a ARTE promovem uma iniciativa no Espaço Cidadão de Coimbra, no dia 23 de março, a partir das 10h.
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