Praças, fuzileiros, médicos navais. Marinha tem previstas mil vagas para este ano

Vão abrir várias vagas ao longo deste ano. Até 31 de março, há quatro concursos com incorporação a 15 de junho. No próximo dia 26, a Marinha realiza um Open Day na Escola Naval.

O navio NRP Centauro, da Marinha portuguesa. ESTELA SILVA/LUSAESTELA SILVA/LUSA

A Marinha Portuguesa tem previsto para este ano mais de mil vagas para reforço de quadros através de concursos internos e externos. Praças para Serviço Naval e Sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais para o quadro permanente são dois dos quatro concursos a decorrer até 31 de março. No próximo dia 26, a Marinha Portuguesa realiza um Open Day na Escola Naval.

A renovação das Forças Armadas é uma prioridade estratégica. A Marinha tem vindo a ajustar o seu planeamento de gestão de pessoas às exigências tecnológicas, operacionais e demográficas. Tem sido possível manter um fluxo regular de ingresso, mas o contexto competitivo do mercado de trabalho, em particular nas áreas tecnológicas e da saúde, coloca desafios acrescidos na atração e retenção de talento altamente qualificado”, refere porta-voz da Marinha Portuguesa ao ECO/eRadar.

“Ainda assim, a Marinha tem conseguido reforçar áreas críticas, modernizar processos de recrutamento e diversificar perfis, acompanhando a transformação digital e a crescente sofisticação dos sistemas navais. O esforço de renovação não é apenas quantitativo, mas também qualitativo, procurando assegurar que cada novo militar integra competências técnicas sólidas, cultura de exigência e compromisso com o serviço público”, refere a mesma fonte. “A Marinha mantém-se empenhada em garantir que dispõe das pessoas necessárias para cumprir as suas missões, hoje e no futuro.” Atualmente, este ramo das Forças Armadas conta com mais de 6.400 efetivos.

O esforço de renovação não é apenas quantitativo, mas também qualitativo, procurando assegurar que cada novo militar integra competências técnicas sólidas, cultura de exigência e compromisso com o serviço público. A Marinha mantém-se empenhada em garantir que dispõe das pessoas necessárias para cumprir as suas missões, hoje e no futuro.

Porta-Voz

Marinha Portuguesa

Para esse esforço de renovação, a Marinha Portuguesa procura “perfis diversificados”, privilegiando candidatos com “sentido de missão, espírito de equipa, capacidade técnica e disponibilidade para servir em território nacional e no estrangeiro”.

“No caso dos Oficiais Técnicos Superiores Navais, Técnicos Navais, Técnicos de Saúde e Fuzileiros, exige-se formação superior adequada às funções, nomeadamente nas áreas da engenharia, tecnologias, saúde e ciências aplicadas”, detalha porta-voz da Marinha Portuguesa.

“Para Praças das classes de Serviço Naval (várias subclasses: administrativos, padeiros, técnicos de armamento, comunicações, mecânicos auto, cozinheiros, despenseiros, eletromecânicos, informáticos, manobra e operações), Fuzileiros e Mergulhadores, valorizam-se aptidões físicas e psicológicas específicas, robustez, capacidade de trabalho em equipa e resiliência em ambiente técnico-naval“, refere.

Para atrair novo talento para o ramo, a Marinha Portuguesa, além das campanhas institucionais e da presença digital, tem reforçado a sua “proximidade à academia e à sociedade civil”. O programa “Vem Fazer a Tua Tese à Marinha” — que “permite a estudantes de mestrado desenvolverem trabalhos de investigação em contexto real, articulando conhecimento científico com desafios operacionais concretos” —, sessões de esclarecimento em escolas e universidades, programas de estágios, parcerias com instituições de ensino superior ou feiras de emprego são algumas das estratégias levadas a cabo.

DR: Marinha Portuguesa.

São ainda realizados Opens Days na Escola Naval. O próximo é já a 26 de março, estando previstos outros três para 24 de abril, 28 de maio e 30 de junho. “Estas iniciativas visam tornar a carreira naval mais conhecida, transparente e atrativa, sobretudo junto de perfis técnicos e científicos”, justifica porta-voz da Marinha Portuguesa.

PAP prevê mil vagas em 2026

“O Plano de Aquisição de Pessoal (PAP) 2026, aprovado pelo Chefe do Estado Maior da Armada, prevê a abertura de concursos internos e externos, com vista ao reforço sustentado dos quadros permanentes e do regime de contrato”, indica porta-voz da Marinha.

“Os concursos decorrem ao longo do ano, com várias edições, designadamente: entre janeiro e março; entre março e junho; entre abril e agosto; e entre junho e novembro — dependendo da classe. Os prazos de candidatura distribuem-se, em regra, entre janeiro e setembro, consoante o curso, com maior incidência entre janeiro e agosto”, detalha porta-voz da Marinha Portuguesa. Com as candidaturas a decorrer no site da Marinha, na área de recrutamento.

Já no caso das candidaturas aos cursos da Escola Naval, o período de pré-candidaturas ocorre entre abril e junho. “A 1.ª fase do concurso (documental) decorre entre junho e julho, prolonga-se durante todo o mês de agosto e termina com um embarque em setembro”, informa, sendo as candidaturas realizadas no site da Escola Naval. Este ano está previsto um total de 88 vagas para cursos na Escola NavaL: oito vagas para Administração Naval (AN); 12 para Engenharia Naval – Ramo de Mecânica (EN-MEC); 12 para Engenharia Naval – Ramo de Armas e Eletrónica (EN-AEL); cinco para Fuzileiros (FZ); 42 para Marinha (M); seis vagas para Médicos Navais (MN) e, por fim, três para Serviço Técnico.

Mas não só. A nível de concursos internos, para ingresso no Quadro Permanente e progressão de carreira, estão previstas um total de 379 vagas ao longo do ano. O maior número (310) são para a admissão de praças para o quadro permanente; mas há também 20 vagas para o Curso de Formação de Sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais; outras 20 para o Curso de Formação de Sargentos (classes homónimas); oito vagas para Curso de Formação Complementar de Oficiais Técnicos Superiores Navais (CFCO TSN); seis vagas para Curso de Formação Complementar Militar de Oficiais Técnicos de Saúde (CFMCO TS); uma para o Curso de Formação Complementar Militar de Oficiais Músicos; três vagas para Estágio Técnico-militar para Sargentos da classe de Músicos e outras três para o Curso de Formação de Oficiais do Serviço Técnico (CFOST).

Ao longo de 2026 estão ainda previstos concursos externos de admissão, em regime de contrato e quadro permanente. Os cursos de Formação Básica de Praças Serviço Naval (300 vagas) e para Praças Fuzileiros (200) são aqueles para os quais há mais procura de futuros profissionais, mas ao nível dos concursos externos de admissão há ainda vagas previstas para curso de formação de Oficiais Médicos Navais (8); Oficiais Técnicos Superiores Navais e Técnicos Navais (24 vagas); Oficiais Técnicos de Saúde (10 vagas); Oficiais Fuzileiros (6); Sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais (20 vagas); Praças Mergulhadores (16 vagas); Praças Músicos (3), bem como para Estágio Técnico-militar para Sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais (30 vagas). Um total de 617 vagas.

DR: Marinha Portuguesa.

Neste momento, há vários concursos a decorrer até 31 de marçoPraças para classe de músicos dos quadros permanentes; Praças para Serviço Naval (regime de contrato ou voluntariado); curso de formação de Sargentos Eletrotécnicos e Maquinistas Navais; estágios técnicos-militares para ingresso na categoria de Sargento Eletrotécnicos e Maquinistas Navais dos quadros permanentes —, com incorporação a 15 de junho.

O que oferece a Marinha?

Integração numa “carreira estruturada, com formação inicial e contínua certificada, possibilidade de progressão, remuneração compatível com a condição militar e acesso a benefícios sociais previstos na legislação aplicável às Forças Armadas” estão entre as condições propostas pela Marinha.

“Os candidatos podem ingressar em Regime de Voluntariado e/ou Regime de Contrato, com possibilidade de transição para o Quadro Permanente, ou diretamente no Quadro Permanente, consoante o concurso. A carreira militar inclui estabilidade profissional, valorização curricular, experiência internacional e participação em missões operacionais de elevado grau de responsabilidade”, aponta porta-voz.

“No que respeita aos cursos conferentes de grau da Escola Naval, os alunos concluem a sua formação com a atribuição de um grau de mestrado, acreditado no Espaço Europeu de Ensino Superior. Ao longo do curso, beneficiam gratuitamente de alimentação, alojamento, assistência médica e medicamentosa, fardamento e material de apoio académico. Em vez de pagarem propinas, os alunos recebem um vencimento mensal garantido durante todo o período de formação”, aponta porta-voz. “A componente prática da preparação inclui exercícios operacionais no terreno e embarques em navios da Marinha, proporcionando uma experiência integrada das realidades operacionais”, indica.

“Os estudantes têm ainda a oportunidade de participar em programas ERASMUS em academias militares estrangeiras congéneres, bem como de frequentar formação complementar noutros estabelecimentos de ensino superior nacionais. No final do curso, todos os alunos ingressam nos quadros permanentes da Marinha, garantindo assim uma carreira estável e altamente qualificada no serviço público”, refere.

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