Taxa ambiental não travou uso de sacos plásticos
Contribuição de oito cêntimos por saco (acrescida de IVA) arrancou em 2015. Começou por provocar uma queda no consumo, mas tornou-se “normalizada” nos hábitos dos consumidores.
O número de sacos de plástico leves colocados no mercado voltou a aumentar, segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) citados na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias (acesso pago).
Após a descida verificada durante a pandemia de Covid-19, o número cresceu para 137.705 em 2022 e para 145.126 em 2023, com um consumo per capita de 14 unidades por habitante. Este valor é apenas superado pelo de 2020, ano em que chegou aos 175 mil.
Criada com o objetivo de diminuir o impacto ambiental e o lixo plástico, incentivando simultaneamente a reutilização, a taxa de oito cêntimos por saco (acrescida de IVA) arrancou em 2015 e, numa fase inicial, produziu uma queda significativa no consumo. Susana Fonseca, da associação Zero, considera que a contribuição se tornou “normalizada” nos hábitos dos consumidores.
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