Galp paga prémios milionários a CEO que saiu após denúncia. Assédio lidera queixas na petrolífera
Petrolífera regista máximo histórico de 77 queixas no ano em que o antigo CEO Filipe Silva foi também alvo de uma denúncia anónima relacionada com um alegado relacionamento pessoal dentro da empresa.
O antigo presidente executivo da Galp, que se demitiu do cargo no arranque de 2025 depois de ter sido alvo de uma denúncia anónima relacionada com um alegado relacionamento pessoal dentro da empresa, auferiu uma remuneração total de 1.042.292 euros no ano passado, dos quais 98% em prémios.
Segundo o relatório e contas divulgado pela empresa, citado pelo Público, Filipe Silva recebeu o salário fixo de 15,8 mil euros pelos poucos dias trabalhados naquele ano, uma remuneração variável bruta de 802 mil euros relativa a 2024 e ainda 220 mil euros em prémios atribuídos pelo triénio 2022-2024. Valores aos quais se juntaram quase 4 mil euros do seu PPR líquido.

Em 2025, a Galp atingiu um máximo histórico de 77 denúncias reportadas à sua Comissão de Ética e Conduta, das quais 17 motivaram a adoção de medidas por parte da petrolífera. De acordo com a contabilização feita pelo Expresso, com base no mesmo documento, 38 respeitaram a “assédio no local de trabalho”, sendo este um registo que só encontra paralelo em 2022.
De forma geral, o número de denúncias tem vindo a aumentar — no último ano foi três vezes superior ao registado quatro anos antes. Ainda assim, a Galp arquivou 12 queixas por falta de provas e considerou que sete estavam fora do âmbito da Comissão de Ética e Conduta. A 31 de dezembro de 2025 ainda permaneciam 30 processos em curso.
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