50 mulheres em cargos de liderança vão fazer curso da LSE com apoio do Santander
Santander recebeu 800 candidaturas, das quais escolheu 50 para a oportunidade de fazer um curso online de liderança feminina lecionado pela London School of Economics, no âmbito do programa WS50.
O Santander Portugal anunciou esta quarta-feira as 50 mulheres em cargos de liderança que foram selecionadas na edição deste ano do SW50, programa de liderança feminina que dá acesso, nomeadamente, a um curso online lecionado pela London School of Economics and Political Science (LSE). No evento de apresentação das mulheres premiadas, Isabel Guerreiro, CEO do banco, sublinhou que a formação é muito importante para quebrar os tetos de vidro e recomendou tenacidade às mulheres que compunham a plateia.
Com década e meia de história, este programa é composto por cinco fases. Primeiro, as candidaturas de mulheres com cargos na alta direção ou no conselho de empresas. Esta etapa decorreu até 7 de janeiro. De acordo com Isabel Rocha de Gouveia, presidente da Fundação Santander, nesta edição deram entrada cerca de 800 candidaturas.
A segunda fase corresponde à seleção de 50 mulheres (meia centena em cada um dos países onde o Santander está presente). Os nomes destacados em Portugal foram anunciados esta quarta-feira, num evento em Lisboa (ver foto abaixo).
Estas mulheres terão agora acesso a um curso online em inglês lecionado pela LSE, com certificado de conclusão.

Numa fase posterior, 50 das selecionadas nos vários países serão escolhidas para frequentar um curso presencial em Londres também lecionado pela LSE, com propinas e alojamento financiados pelo banco.
No evento que aconteceu esta quarta-feira, a CEO do Santander Portugal salientou que ainda existem tetos de vidro, reconhecendo a formação como uma arma importante contra essas barreiras, daí a especial importância do SW50.
“O conselho que dou é que não tenham medo. O pior que pode acontecer é não correr bem. O número de vezes em que falhei foi superior àquelas em que fui bem-sucedida“, realçou Isabel Guerreiro.
"O conselho que dou é que não tenham medo. O pior que pode acontecer é não correr bem. O número de vezes em que falhei foi superior àquelas em que fui bem-sucedida.”
A responsável aproveitou ainda para garantir que tem a certeza de que a diversidade deve ser um “fator de decisão para pensar a estratégia de aquisição de talento de uma organização”, nomeadamente em termos de backgrounds e de idades.
Por outro lado, disse que não é uma “defensora acérrima das quotas” de género, mas admitiu que, nalgumas áreas, provavelmente é um tema que tem de ser colocado em cima da mesa, para eliminar o “gap enorme” persistente entre homens e mulheres.
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