Carga fiscal sobe para 35,4% do PIB e ajuda a sustentar excedente

Indicador que corresponde ao rácio entre as receitas fiscais e o PIB cresce pelo segundo ano consecutivo. Aumento refletiu a expansão da atividade económica e do mercado de trabalho.

A carga fiscal subiu ligeiramente para 35,4% do PIB, mais 0,2 pontos percentuais do que em 2024. É o segundo aumento consecutivo.

A melhoria das contas públicas foi apoiada sobretudo pelo crescimento da receita fiscal, que aumentou 6,7% e atingiu 108,7 mil milhões de euros. Este desempenho refletiu a expansão da atividade económica e do mercado de trabalho, bem como o efeito dos preços, sobretudo nos impostos sobre a produção e importação. Como resultado, a carga fiscal subiu ligeiramente para 35,4% do PIB.

Do lado da despesa, o crescimento foi impulsionado sobretudo pelas remunerações na Função Pública e pelas prestações sociais, num contexto de atualização salarial e aumento das pensões.

Os dados confirmam uma trajetória de consolidação orçamental em Portugal, marcada por excedentes consecutivos e redução do peso da dívida. No entanto, persistem desafios estruturais, nomeadamente o défice da Administração Central e a pressão da despesa social num contexto de envelhecimento demográfico.

A evolução futura dependerá da capacidade de manter excedentes num cenário de menor crescimento e de acomodar pressões adicionais sobre a despesa pública, num quadro europeu que voltou a reforçar as regras orçamentais.

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