Distribuição e agricultores pedem ao Governo “pacote coerente e eficaz” de medidas anticrise
“A inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal, com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”, dramatizam CAP e APED.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lançaram esta quinta-feira um apelo conjunto ao Governo português para que “avance com um pacote coerente e eficaz de medidas que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie de forma concreta e visível, a produção nacional, salvaguardando o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores”.
“A inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal, com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”, dramatizam as duas estruturas, expressando “especial preocupação com o risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha, amplamente agravada pela atual crise dos preços da energia e dos combustíveis, com impactos muito evidentes ao longo de toda a cadeia de valor, da produção ao consumo”.
Em comunicado, a CAP e a APED sublinham que “o atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha, aprofundando assimetrias, e debilitando o tecido produtivo e que, em breve, acabará por fragilizar o poder de compra dos consumidores”.
Reafirmando em conjunto a “disponibilidade para colaborar construtivamente na definição de soluções que reforcem a competitividade do país”, ainda que sublinhem as especificidades de cada setor, nesta mensagem dirigida ao Governo liderado por Luís Montenegro apontam a um “objetivo comum: um mercado mais dinâmico, competitivo e sustentável para todos e que ajude os consumidores a ultrapassarem as dificuldades decorrentes do aumento do preço da energia”.
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