Empréstimos para compra de casa em máximos de quase 14 anos
Stock de empréstimos para habitação aumentou 747 milhões de euros, até aos 112,4 mil milhões de euros, no final de fevereiro, de acordo com o Banco de Portugal.
Os stocks de empréstimos concedidos pelos bancos para compra de casa estão em máximos de quase 14 anos. O valor dos inventários para crédito à habitação em fevereiro, de 112,4 mil milhões de euros, foi o mais elevado desde junho de 2012, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
No segundo mês do ano, os empréstimos para habitação atribuídos pela banca em Portugal mantiveram o crescimento de 10,4% em termos homólogos, o que significa que o ritmo de crescimento estabilizou em relação a janeiro. O inventário aumentou 747 milhões de euros.
No cômputo geral, o montante total de empréstimos para as famílias cresceu 9,8%, à semelhança da evolução registada em janeiro. Destaque ainda para o crédito ao consumo, cuja variação foi a mais elevada desde dezembro de 2024.
O montante de empréstimos ao consumo e outros fins subiu 159 milhões de euros em fevereiro, até aos 34 mil milhões de euros. “A taxa de variação anual manteve-se em 7,9%, refletindo uma descida, para 8,7%, nos empréstimos para outros fins e uma subida, para 7,5%, nos empréstimos para consumo”, lê-se no relatório do BdP.

Crédito a empresas sobe 4%
Nas empresas, o crédito aumentou de forma menos expressiva em fevereiro. O montante acumulado de empréstimos para o tecido empresarial atingiu os 74,5 mil milhões de euros até ao fim do segundo mês de 2025. Trata-se de um crescimento de 442 milhões de euros no stock do mês anterior e, em comparação com fevereiro de 2025, uma subida de 4,1%.
Observando as diferenças consoante a dimensão das organizações, foram as mais pequenas que mais crédito solicitaram à banca, segundo o supervisor bancário. Ou seja, os empréstimos às microempresas e às pequenas empresas continuaram a crescer em termos homólogos (+14,1% e +5,3%, respetivamente). Por outro lado, as mexidas anuais no crédito às médias e grandes empresas diminuíram (-1,2% e -3,6%, pela mesma ordem).
Ao nível dos setores de atividade, o crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias continuou a acelerar, atingindo uma taxa de crescimento anual de 10,1%. Na área do comércio, transportes e alojamento, aumentou para 4,4%, enquanto o alojamento e restauração e comércio cresceram 5,3% e 6%. Já os transportes e armazenagem e as indústrias e eletricidade caíram (-1,4% e -2,3%) face a fevereiro do ano passado.
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