Preço do cabaz alimentar bate novo recorde
Desde o início do ano, era possível comprar os mesmos produtos do cabaz monitorizado pela Deco Proteste por menos 12,57 euros. Há quatro ano custava menos 66,70 euros.
O preço do cabaz alimentar seguido pela Deco atingiu esta semana um novo máximo de 254,40 euros, o que representa um aumento ligeiro de 0,08 euros face à semana anterior. Ainda assim, é o valor mais elevado de sempre, de acordo com uma análise da Deco Proteste divulgada esta quinta-feira. A subida, que decorre há três semanas consecutivas, resulta do agravamento dos custos dos combustíveis resultantes do conflito no Médio Oriente.
No início do ano, os consumidores gastavam menos 12,57 euros (menos 5,2%) para comprar o mesmo cabaz com 63 produtos essenciais. Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 17,46 euros (menos 7,37%).
Entre os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente na última semana, entre 18 e 25 de março, destacam-se a curgete (17% para 2,75 euros), o tomate chucha (15% para 2,60 euros) e a cebola (10% para 1,42 euros).

Face ao mesmo período do ano passado, as maiores subidas registam-se na couve-coração (53%, custando atualmente 1,87 euros), o café torrado moído (39%, situando-se atualmente nos 5,15 euros) e o robalo (39%, o que se reflete num custo de 9,81 euros/kg).
A análise mostra ainda que, no início de 2022 — quando a organização de defesa do consumidor começou a acompanhar a evolução destes preços — era possível comprar exatamente os mesmos 63 produtos por menos 66,70 euros, uma diferença de 35,53%.
A Deco Proteste destaca que desde que iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer (122% para 12,89 euros/kg), a couve-coração (88% para 1,87 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros).
Os hipermercados têm estado a “absorver” aumento dos combustíveis sem refletir ‘preço’ do conflito no Médio Oriente na fatura dos consumidores. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição diz que “é natural” ver diferença já no próximo mês.
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