⛽ Combustíveis vão descer na próxima semana
Tendo já em conta as previsões de descida para a próxima semana, os combustíveis acumulam este ano um aumento de 40,6 cêntimos no diesel e de 19,4 cêntimos na gasolina.
Os preços dos combustíveis vão descer na próxima semana. Tendo por base as tendências no fecho dos mercados, o diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer um cêntimo e a gasolina 2,5 cêntimos, avança ao ECO a Anarec. Uma descida que reflete o arrefecimento dos preços da matéria-prima.
Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira, quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana, tendo em conta o aumento acumulado seria de 40,6 cêntimos no diesel e de 19,4 cêntimos na gasolina, mesmo tendo em conta as previsões de descida para a próxima semana.
O diesel disparou 13,1 cêntimos esta semana e a gasolina 7,3 cêntimos, apesar do desconto temporário extraordinário de 2,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 1,4 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo, que acumularam com os descontos das semanas anteriores. Ou seja, a poupança real sentida pelos contribuintes esta semana foi de 3,2 cêntimos no gasóleo e 1,7 cêntimos na gasolina, segundo o Ministério das Finanças.
O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 1,55%, para os 109,68 dólares por barril, e caminham para uma queda semanal de 4,6%, a mais pronunciada nos últimos seis meses, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que as negociações para pôr fim à guerra com o Irão estavam a correr bem e que iria suspender os ataques às instalações energéticas do país durante dez dias.
“Apesar das conversas sobre o desagravamento, os preços do petróleo dependem da duração da guerra, e não apenas dos títulos de jornais. Qualquer dano direto nas infraestruturas petrolíferas ou um conflito prolongado pode forçar os mercados a rever rapidamente os preços em alta”, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, citado pela Reuters.
Embora Trump tenha prolongado até 6 de abril o prazo para o Irão reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar a destruição das suas infraestruturas energéticas, os EUA também enviaram milhares de soldados para o Médio Oriente, com Trump a avaliar a possibilidade de utilizar forças terrestres para tomar o estratégico centro petrolífero iraniano da Ilha de Kharg.
Um responsável iraniano disse à Reuters que uma proposta de 15 pontos dos EUA, transmitida a Teerão pelo Paquistão, era “unilateral e injusta”.
A guerra retirou 11 milhões de barris de petróleo por dia do fornecimento global, com a Agência Internacional de Energia a descrever a crise como pior do que os dois choques petrolíferos dos anos 70 e a guerra do gás entre a Rússia e a Ucrânia juntos.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
⛽ Combustíveis vão descer na próxima semana
{{ noCommentsLabel }}