CaetanoBus confirma despedimento coletivo de 88 trabalhadores após cancelamento de contrato
Empresa adiantou ao ECO que cancelamento de contrato teve impacto negativo no volume de negócio superior a 20 milhões de euros e "impactou significativamente os planos de recuperação em marcha".
A CaetanoBus, do Grupo Salvador Caetano, confirmou esta sexta-feira ao ECO o despedimento coletivo de 88 trabalhadores, em Vila Nova de Gaia, justificando esta decisão após a perda de um contrato, com impacto negativo de 20 milhões de euros no volume de negócios da empresa. Processo de despedimento deverá ficar concluído em junho, reduzindo número de trabalhadores da empresa para 500.
“O despedimento coletivo [dos 88 trabalhadores] teve o seu início formal ontem, dia 26 de março, com a comunicação a cada colaborador individualmente, após a comunicação à comissão de trabalhadores e à DGERT, conforme procedimento legal”, adiantou fonte oficial da empresa ao ECO. “É previsto que o processo fique concluído até final de junho, mas reforçamos que até lá, continuamos a desenvolver todos os esforços para reduzir este número de colaboradores”, acrescentou a mesma fonte.
A notícia de um novo despedimento coletivo na CaetanoBus, depois de no ano passado já ter despedido mais de 40 funcionários, foi avançada esta manhã pelo Jornal de Notícias, mas carecia ainda de confirmação da empresa.
Esta decisão foi provocada pelo cancelamento de um contrato que levou a uma redução significativa da produção, com impacto negativo no volume de negócio superior a 20 milhões de euros. Este cenário implica o ajustamento da capacidade instalada de uma linha de produção e das funções que a suportam direta ou indiretamente.
Segundo a empresa, a decisões de avançar para este despedimento coletivo “foi provocada pelo cancelamento de um contrato que levou a uma redução significativa da produção, com impacto negativo no volume de negócio superior a 20 milhões de euros” Um cenário que, diz, “implica o ajustamento da capacidade instalada de uma linha de produção e das funções que a suportam direta ou indiretamente, à semelhança do que aconteceu em 2025″.
A mesma fonte adianta que “os resultados positivos começavam a sentir-se, ainda que de maneira ténue”, quando a empresa foi confrontada “com esta quebra de encomendas que impactou significativamente os planos de recuperação em marcha“.
A propósito deste despedimento, o PCP questionou o Governo de que forma pretende “impedir a deslocalização desta linha de produção para o estrangeiro, protegendo trabalhadores altamente qualificados essenciais ao desenvolvimento do setor e do país”,
Após este segundo despedimento, a CaetanoBus ficará com aproximadamente 500 colaboradores.
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