Conflito no Irão está a puxar procura de mísseis no Golfo, diz empresa de defesa MBDA

Empresa de defesa MBDA estima este ano um aumento de 40% de procura. No ano passado, investiu mil milhões de euros para aumentar a sua produção e nos próximos cindo estima investir cinco mil milhões.

A empresa europeia de defesa MBDA está a registar um aumento de procura de defesa aérea por parte de países da região do Golfo, numa altura que o Irão está a aumentar os ataques às nações vizinhas na sequência do ataque dos EUA e de Israel. A empresa estima este ano aumentar em 40% a sua produção.

“Há coisas que podemos fazer para ajudá-los com o que eles já têm localmente e há coisas que podemos acelerar”, disse o CEO Eric Béranger ao Financial Times, referindo que era também um tema de conversas “de Governo para Governo”. A empresa, detida pela Airbus, BAE Systems e Leonardo, adiantou que vai aumentar 40% a sua produção para responder ao aumento crescente de procura por mísseis.

Desde 2022, que a companhia tem vindo a aumentar a sua capacidade de produção, tendo produzido mais do dobro de mísseis o ano passado do que nos dois anos anteriores. No ano passado, a MBDA investiu mil milhões de euros na produção — mesmo sem acordos com governos, prática pouco habitual no setor —, tendo a sua lista de encomendadas atingido no ano passado o valor recorde de 44 mil milhões de euros.

Nos próximos cinco anos, estima investir cinco mil milhões para reforçar a sua produção, para contratação de trabalhadores, expansão de unidades de produção e na melhoria da sua cadeia de fornecimento, uma subida face ao target inicial de 2,5 mil milhões. Querem recrutar 2.800 trabalhadores, a somar aos atuais 20 mil colaboradores.

A MBDA é um operador chave na defesa aérea, produzindo os mísseis Aster, Mica Mistral ou os de longo alcance Storm Shadow/Scalp usados na Ucrânia. No ano passado, gerou receitas de 5,8 mil milhões, uma subida face aos 4,9 mil milhões de euros de receitas registadas em 2024.

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