Gouveia e Melo quer criar cluster para drones em Portugal
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada diz querer criar uma "Autoeuropa das novas tecnologias, na robótica, mecânica, informática e química”.
Gouveia e Melo quer criar “um grande cluster de robótica militar”, em Portugal e em Espanha. O almirante, antigo chefe do Estado-Maior da Armada e antigo candidato presencial, pretende criar uma estrutura empresarial e funcionar como um “acelerador”, financiado por fundos nacionais ou estrangeiros, noticia o Expresso (acesso pago).
Enquanto chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo impulsionou a utilização dos sistemas não tripulados nas Forças Armadas, tendo desenvolvido o REPMUS — exercício operacional de drones militares — e avançou com construção do NRP D. João II, o primeiro porta-drones da Marinha Portuguesa e o único navio com essas características da União Europeia. O NRP D. João II tem data de entrega para “o último semestre de 2026” e implica um investimento de 132 milhões de euros.
Agora quer juntar a sua experiência no terreno com o lado empresarial, com o objetivo de exportar tecnologia e produto feito em Portugal. “Juntei a minha experiência operacional com a parte tecnológica”, disse. “Em Portugal há menos de 10 empresas desta área”, refere, explicando que é preciso criar escala.
O Almirante dá o exemplo da Tekever que fatura 112 milhões por ano. O objetivo é “multiplicar esse valor para mais de mil milhões no conjunto”, através do “desenvolvimento de projetos verticais, convertidos em produtos concretos”, como “se fosse uma Autoeuropa das novas tecnologias, na robótica, mecânica, informática e química”, refere. Tecnologias de “comando e controlo, comunicações, inteligência artificial e sensores”, para sistemas não tripulados aéreos, terrestres, aquáticos de superfície e subaquáticos são os nichos mais relevantes.
As exportações de bens com utilização militar representaram menos de 1% das vendas ao exterior em 2025, sendo que exportação de drones tem crescido significativamente, representando 21%, segundo um estudo do Banco de Portugal.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})
Gouveia e Melo quer criar cluster para drones em Portugal
{{ noCommentsLabel }}