EUA “não têm de estar lá” para a NATO e Cuba “é a próxima”
Falando num fórum de investimento em Miami, Donald Trump deixou novo aviso aos aliados e, com um “jornalistas, não escrevam”, avisou que “Cuba é a próxima”.
O Presidente dos EUA avisou, nesta sexta-feira, os aliados da NATO que o seu país não estará disponível para acorrer em seu auxílio quando estes possam necessitar. O líder norte-americano acusa os países da aliança atlântica de se colocarem de fora da guerra no Irão. Os EUA “não têm de estar lá” em caso de necessidade, afiançou.
As desconfianças sobre o empenho de Trump na aliança, designadamente o avanço americano em caso de ataque a um dos membros (ao abrigo do artigo 5.º da NATO) são, há muito, reinantes, e na última noite o Presidente dos EUA deu-lhes novo ânimo.
Presente num fórum de investimento em Miami, Florida, quando passam quase quatro semanas do ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irão, do qual resultou no imediato a morte do Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo da nação árabe, Trump mostrou-se desagradado com o facto de os aliados não terem mobilizado meios militares para a região em conflito. Isto, apesar de, como vários líderes mundiais já confirmaram, não ter havido uma consulta, ou sequer aviso atempado do início do ataque.
“Nós estivemos sempre lá para eles, mas agora, considerando as suas ações, acho que não temos de estar, não é?”. Trump prosseguiu o discurso no palanque e, no seu estilo, acrescentou: “Isto soa a notícia de última hora? Sim, senhor. É uma notícia de última hora? Acho que acabámos de ter notícia de última hora, mas são os factos. Tenho dito isto. Por que razão devemos estar lá para eles, se eles não estiveram lá para nós. Simplesmente não estiveram lá para nós”.
“Cuba é a próxima”
Desde que os EUA capturaram Nicolas Maduro em Caracas, a 3 de janeiro, e a Venezuela deixou de fornecer petróleo a Cuba, a ilha tem-se debatido com problemas cada vez mais profundos de energia. Em março, Trump dizia que Cuba poderia ser objeto de um “takeover amigável”, logo adiantando que “poderá não ser amigável”. Nesta sexta-feira, declarou que “Cuba é a próxima”, parecendo apontar para novo ataque norte-americano além-fronteiras.
“Eu construí este grande exército. Disse ‘nunca o teremos de usar’. Mas às vezes tens de usá-lo. Cuba é a próxima, já agora”, afirmou, de forma ligeira. “Finjam que eu não disse, finjam que eu não disse”, afirmou, dirigindo-se à imprensa presente para, de forma irónica, dizer “por favor, por favor, por favor, jornalistas, não considerem o que eu acabei de dizer. Muito obrigado… Cuba é a seguir”.
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