As dez propostas de José Luís Carneiro

  • ECO
  • 29 Março 2026

O secretário-geral do PS foi reeleito e afirmou o partido como “a alternativa séria de Governo”, prometendo “estabilidade sem imobilismo” e “responsabilidade sem resignação”.

José Luís Carneiro foi reeleito líder do PS e, no encerramento do congresso, apresentou uma lista de propostas, em áreas como a habitação, os salários e os impostos.

1. Convergência salarial com a Europa e reforço da investigação

José Luís Carneiro propôs que Portugal convirja com a média salarial europeia até 2035 e que o investimento em investigação e desenvolvimento atinja 3% do PIB.

  • “Até 2035, Portugal deve convergir com a média salarial europeia e, finalmente, atingir a meta de investir 3% do PIB em investigação e desenvolvimento”.

2. Defesa como motor industrial e científico

O líder socialista defendeu que o investimento em Defesa deve ser usado como alavanca para modernizar a economia, criar emprego qualificado e reforçar a coesão territorial.

  • “O investimento na Defesa tem de contribuir para transformar a nossa base industrial e científica, criar emprego qualificado e promover a coesão”.

3. Aceleração do aumento do salário mínimo e subida sustentada dos salários

Carneiro assumiu uma política de rendimentos assente num aumento mais rápido do salário mínimo e numa trajetória sustentada de valorização salarial.

  • “Defendemos a aceleração do aumento do salário mínimo, trajetórias de aumento sustentado dos salários e incentivo às empresas que apostem na qualificação.”

4. Incentivos às empresas que aumentem salários

O PS quer que as empresas recebam incentivos quando promovam aumentos reais de salários, articulando essa política com a receita fiscal adicional gerada para o Estado.

  • “O nosso entendimento é de que as empresas recebam incentivos equivalentes às receitas de impostos adicionais obtidas pelo Estado por via do aumento real dos salários”.

5. Programa de apoio ao pequeno comércio, com reforço no interior

Entre as medidas económicas, Carneiro propôs um programa de apoio à qualificação, dinamização e modernização do pequeno comércio, com apoios reforçados no interior do país.

  • “A criação de um programa de apoio à qualificação, dinamização e modernização do pequeno comércio, com apoios majorados no interior do país”.

6. Simplificação administrativa e racionalização de taxas

O líder do PS propôs uma redução dos custos de contexto das empresas através de um programa de racionalização de taxas e simplificação administrativa.

  • “Um programa de racionalização de taxas e simplificação administrativa, visando reduzir os custos de contexto das empresas”.

7. Redução fiscal para PME que invistam em inovação, tecnologia e salários

Carneiro defendeu uma política fiscal mais favorável ao investimento das PME na inovação, na incorporação tecnológica e na valorização salarial.

  • “Uma redução fiscal mais incentivadora do investimento empresarial no reforço e qualificação das PME, que representam mais de 96% das empresas portuguesas, na área da inovação, incorporação tecnológica e da valorização salarial”.

8. Pactos estratégicos para a competitividade empresarial

O PS quer criar pactos estratégicos orientados para a capitalização das empresas, a incorporação de conhecimento científico no processo produtivo e a internacionalização.

  • “Criar ‘Pactos Estratégicos para a Competitividade Empresarial’, que promovam a capitalização das empresas, a incorporação tecnológica e o conhecimento científico no processo produtivo e a sua internacionalização, apostando nos setores com maior potencial de competitividade global.”

9. Programa “Autonomia Jovem”

Na frente da juventude, Carneiro propôs um programa centrado em habitação acessível, emprego qualificado e formação contínua.

  • “Queremos um programa ambicioso de ‘Autonomia Jovem’, que combina habitação acessível, emprego qualificado e formação contínua”.

10. Estratégia nacional para garantir habitação em dez anos

Na habitação, o líder socialista propôs uma estratégia nacional que assegure acesso universal a habitação condigna no prazo de dez anos.

  • “Propomos uma estratégia nacional que garanta, no prazo de dez anos, acesso universal a habitação condigna.”

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