Solução de deteção de drones vence hackathon europeu de defesa
No âmbito do EUDIS Defence Hackathon, a Marinha Portuguesa selecionou os vencedores para integrarem o exercício operacional REX. Startups receberam 10 mil euros em prémios.
A solução de deteção de drones da RF Sentinel venceu a edição portuguesa do EUDIS Defence Hackathon, que decorreu entre 26 e 28 de março, no Beato Innovation District, em Lisboa. A Navictus, que desenvolve veículos autónomos de superfície para vigilância marítima e proteção de infraestruturas críticas, e o protocolo de comunicações militares ciber-resilientes da ROOTKey fecharam o pódio. Ao todo, as startups receberam 10 mil euros em prémios e irão participar no exercício operacional REX da Marinha Portuguesa.
“Este Hackathon foi um sucesso, com soluções já com um nível de maturidade elevado, algumas das quais poderão tornar-se referências nos próximos anos”, comenta André Marquet, CEO da Productized e auditor de Defesa Nacional, citado em comunicado.
“Esta segunda edição mostrou, mais uma vez, que Portugal tem talento para desenvolver soluções na área da nova defesa e que começa a surgir um ecossistema com players cada vez mais relevantes. Existe uma oportunidade clara para o país na nova defesa, mas é fundamental definir uma estratégia que permita apoiar estas startups a crescer e a escalar as suas soluções”, refere.
Esta é a segunda edição da maratona de tecnologia de defesa que se realiza em Portugal, uma iniciativa do EUDIS e financiada pelo Fundo Europeu de Defesa, este ano dedicada à soluções de defesa aérea e anti-drone, bem como de segurança marítima.
O RF Sentinel foi a solução vencedora de um total de 15 startups e 60 participantes, posicionando a edição portuguesa como a terceira mais participada em oito países europeus. Desenvolvido por dois investigadores do Instituto de Telecomunicações e da Universidade de Aveiro, Daniel Escada e Gonçalo Martins, o projeto consiste num “sistema de deteção de drones com base em diferentes sensores, incluindo, um radar de baixo custo e inteligência artificial, capaz de identificar e mitigar ameaças no espaço aéreo”, descreve comunicado.
A Navictus, startup que “desenvolve veículos autónomos de superfície para vigilância marítima e proteção de infraestruturas críticas“, conquistou o segundo lugar enquanto o terceiro lugar foi conquistado pela ROOTKey, startup focada em “ciber-resiliência que apresentou um protocolo de comunicações militares”.

Para além dos prémios monetários, um total de 10 mil euros, as equipas vencedoras terão acesso a um programa de mentoria de 40 horas, desenvolvido ao longo de dois meses com especialistas do setor, com início a 8 de abril, culminando, em junho, com uma competição europeia, onde irão os vencedores nacionais irão apresentar as suas soluções no pitch global da EUDIS. No ano passado, a vencedora portuguesa, a RAID, conquistou o TOP 3 europeu das soluções mais inovadoras no hackhaton da EUDIS, tendo sido selecionada para participar no exercício ARTEx26 do Exército português, no Campo Militar de Santa Margarida.
No âmbito da iniciativa, a Marinha Portuguesa selecionou os vencedores para integrarem o exercício operacional REX, onde terão a oportunidade de testar e validar as suas soluções. “Esta fase permitirá às equipas trabalhar diretamente com necessidades operacionais concretas.”

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