Conselho Fiscal da Mota-Engil propõe EY para auditora

A construtora tem estado a ser auditada pela PwC, mas levará à próxima assembleia geral de acionistas, que se realiza a 23 de abril, a proposta da EY para o triénio 2026-2028.

Os acionistas da Mota-Engil vão deliberar, no final de abril, sobre a eleição da nova SROC – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas que integra a fiscalização do grupo no mandato que decorre até 2028. O Conselho Fiscal vai levar à Assembleia Geral (AG) a proposta de nomeação da Ernst & Young (EY) para o próximo triénio.

É este um dos pontos na ordem de trabalhos da AG que se realiza no próximo dia 23 de abril, de acordo com a informação divulgada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O Conselho Fiscal do grupo liderado por Carlos Mota dos Santos sugere que seja eleito, como “revisor oficial de contas da Mota – Engil, SGPS, S.A., a Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A., inscrita na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o número 178, registada na CMVM”, com sede em Lisboa e representada por Rui Manuel da Cunha Vieira.

Em causa está uma mudança na fiscalização da Mota-Engil, de acordo com a Lei aplicável de substituição ao fim do período definido. A construtora tem estado a ser auditada pela PricewaterhouseCoopers (PwC) – que, por sua vez, tinha substituído a Deloitte.

Os acionistas da Mota-Engil foram convocados para se reunirem em AG no dia 23 de abril de 2026, pelas 15h00, no auditório da Fundação Manuel António da Mota, na Praça do Bom Sucesso, no Porto. A reunião acontece cerca de um mês após o grupo portuense anunciar que vai pagar um dividendo por ação de 0,173 euros, um valor acima dos 0,1497 euros distribuídos no ano anterior.

Por outro lado, ainda segundo a informação comunicada à CMVM, o conselho fiscal para o próximo triénio vai manter a sua composição: José António Barros como presidente; Susana Jesus e Cristina Costa Pinto como vogais; e ainda o suplente Carlos Matos.

A Mota-Engil registou lucros de 133 milhões de euros em 2025, o que representou um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Num exercício em que obteve “o melhor resultado de sempre”, o grupo de engenharia e construção reportou também um EBITDA (lucro operacional) recorde de 979 milhões, com uma “margem inédita” de 18%.

(Notícia atualizada às 11h55 com a proposta para a composição do conselho fiscal)

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