Regulador propõe subida de 6,3% nos preços do gás natural
Para um casal sem filhos e para um casal com dois filhos, respetivamente, o aumento de 6,3% traduz-se num aumento entre os 0,89 e os 1,58 euros na fatura mensal.
A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos divulgou, esta terça-feira, a proposta de tarifas e preços de gás natural para vigorar a partir de outubro. A proposta antevê uma subida de 6,3% nos preços aplicados aos clientes do mercado regulado.
No mercado regulado, os preços de venda para consumidores domésticos, devem subir 6,3%, face ao período anterior, lê-se no comunicado enviado às redações. O impacto na fatura do gás natural (incluindo taxas e impostos), para as tipologias de consumo mais representativas (casal sem filhos e casal com dois filhos), traduz-se num aumento entre os 0,89 e os 1,58 euros na fatura mensal.
Desta forma, a partir de outubro, a fatura dos clientes do mercado regulado poderá subir para 17,36 euros por mês, no caso de um casal sem filhos, e 32,49 euros por mês, olhando ao caso de um casal com dois filhos, as duas tipologias de família mais representativas no país.
Com esta proposta de tarifas, os preços de venda a clientes finais do mercado regulado observarão, no conjunto dos últimos cinco anos, uma variação média anual de 5,3%. Este aumento afeta diretamente os cerca de 437 mil consumidores que permaneciam, no final de junho de 2025, no mercado regulado.
No mercado livre, os preços dependem da oferta comercial apresentada por cada empresa, mas há um ponto em comum: a tarifa de Acesso às Redes, que é definida pela ERSE e igual em ambos os mercados.
Esta tarifa aumentará, em média, 0,173 cêntimos de euro por kilowatt-hora. Se esta subida se reflete nos preços do mercado livre, é decisão de cada comercializador, que tem nas suas mãos também tabelar a respetiva margem comercial e cobrar o preço da energia em si, adquirida nos mercados internacionais.
Os clientes com tarifa social, quer no mercado regulado, quer no mercado livre, continuam a ter um desconto de 31,2%, calculado por referência aos preços de venda a clientes finais do mercado regulado.
(Notícia atualizada às 19h com mais informação)
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