Bayer avisa que europeus terão de pagar mais pelos medicamentos

Empresa alemã, em expansão no mercado americano, advertiu que a Europa arrisca deixar de ser atrativa para novos fármacos.

ECO Fast
  • O presidente da divisão farmacêutica da Bayer alerta que os europeus terão de assumir aumentos nos preços dos medicamentos para manter a atratividade do mercado europeu.
  • A Bayer não está sozinha nesse alerta, com empresas como a Pfizer e a Novartis a enfatizarem também a necessidade de mudanças no modelo de financiamento da investigação.
  • A pressão sobre os preços surge num contexto de dificuldades financeiras nos sistemas de saúde europeus, o que pode impactar o acesso a novos medicamentos.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O presidente da divisão farmacêutica da Bayer avisa que os europeus terão de pagar preços mais elevados pelos medicamentos, sob pena de o continente deixar de ser um mercado atrativo para novos remédios.

“O governo americano deixou claro que não vê porque é que os EUA devem financiar sozinhos a investigação global em investigação e desenvolvimento (R&D)”, afirmou Stefan Oelrich, que também é membro da administração da multinacional, ao jornal Financial Times.

O argumento é que os medicamentos mais caros vendidos aos utentes nos EUA permitem financiar a investigação necessária à descoberta de novos fármacos, com os europeus a serem os grandes beneficiados. Mas a empresa alemã não é a única a avisar que este modelo tem de mudar: as declarações de Oelrich juntam-se a um coro de alertas recentes no mesmo sentido, por parte de empresas como a Pfizer e a Novartis.

O problema não está só na União Europeia. Segundo o Financial Times, a farmacêutica Eli Lilly também já avisou que os seus investimentos no Reino Unido estão dependentes de o NHS — o serviço nacional de saúde britânico — aumentar o preço que paga pelos medicamentos. Um apelo que surge num momento de especial aperto financeiro dos principais sistemas de saúde europeus.

A divisão farmacêutica da Bayer, segundo o FT, equivale a 40% das receitas do grupo. Mas tem várias patentes em vias de expirar e tem planos para expandir o negócio no mercado norte-americano, que espera vir a ser o seu principal. Ao jornal financeiro, o responsável garantiu, contudo, que tem um pipeline robusto de novos produtos farmacêuticos que deverão suportar as receitas mais perto do final desta década.

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