“Temos de olhar para a rádio” como algo que se está a renovar, defende Nicolau Santos

Lusa,

A rádio é o "meio que sobrevive, que se mantém e que junta as populações em torno das informações importantes para a sua sobrevivência", destaca o presidente do Conselho de Administração da RTP.

Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração da RTPAntónio Pedro Santos / Lusa

O presidente do Conselho de Administração da RTP defendeu esta quarta-feira que se deve olhar para a rádio como algo que se está a renovar, no dia das comemorações do 30.º aniversário da rádio RTP África.

A rádio é o “meio que sobrevive, que se mantém e que junta as populações em torno das informações importantes para a sua sobrevivência” e para dar resposta, referiu Nicolau Santos, que falava na sessão comemorativa do aniversário da rádio RTP África, que está a decorrer na Gulbenkian, em Lisboa. Portanto, “temos de olhar para a rádio não como algo que está eventualmente em extinção, mas algo que se está a renovar”, defendeu.

“E aproveito para dizer que hoje em dia a rádio, a rádio pública, está não só a lançar e a operar com inúmeros podcasts, o que é o novo meio de comunicação da rádio, como futuramente estaremos presentes num consórcio europeu, que tem a ver com a instalação de rádios nos carros, em que deixará de haver botões, mas as estações que estiverem lá presentes são aquelas que serão ouvidas”, salientou o gestor.

No início da sua intervenção, Nicolau Santos saudou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que tem a tutela dos media, referindo que o governante “tem dado um contributo inestimável para a evolução da RTP”. “Tem estado ao nosso lado em momentos difíceis que temos estado a atravessar e gostava muito de salientar isso”, reforçou Nicolau Santos, que durante o seu discurso recordou também o responsável pela existência da RTP África.

“Há pessoas que nos governam durante algum tempo e são boas, há pessoas que nos governam durante muito tempo e são provavelmente melhores, mas há pessoas que deixam um legado, uma marca no país, e essas pessoas são assim imprescindíveis. Há 30 anos, exatamente, houve uma pessoa fundamental no nascimento da RTP. Foi uma decisão política que depois teve uma consequência do ponto de vista empresarial”, sublinhou Nicolau Santos.

Essa pessoa, enquanto ministro do governo de Aníbal Cavaco Silva, foi Luís Marques Mendes, disse. “E é a ele que devemos, em primeiro lugar, o tributo por existir a RTP África“, prosseguiu Nicolau Santos, perante uma plateia que aplaudiu.

Nicolau Santos salientou ainda que a rádio RTP África “tem hoje uma audiência estimada”, não há números exatos, “de mais de cinco milhões de ouvintes em África e em Portugal”, funcionando como “um ponto de ligação entre as comunidades imigrantes em Portugal, nos seus países de origem e nos diferentes países em África em que é escutada”.

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