Bancos gastam quase mil milhões de euros em reformas antecipadas

  • ECO
  • 2 Abril 2026

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) lidera a lista das saídas precoces no setor da banca em Portugal, a que destinou mais de 720 milhões de euros no espaço de um ano e meio.

A reforma antecipada de Mário Centeno, aos 59 anos, do Banco de Portugal gerou surpresa e críticas, mas o mecanismo tem sido regra no setor da banca. De acordo com o Jornal de Notícias, só os cinco principais bancos gastaram 871,5 milhões de euros nos últimos dois anos em saídas precoces de funcionários — faltando contabilizar os valores pagos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Millennium BCP no segundo semestre de 2025, que ainda não estão disponíveis.

É precisamente o banco público que lidera a lista das reformas antecipadas: em 2024, destinou 513 milhões de euros para planos de pensões e de reformas antecipadas e 209 milhões de euros na primeira metade de 2025. No relatório e contas do primeiro semestre, a CGD indica que as saídas dos trabalhadores acontecem maioritariamente através de reformas e pré-reformas por iniciativa dos próprios, sendo que nesse período as saídas dos funcionários ocorreram, em média, aos 60,8 anos e as pré-reformas aos 55,7 anos, quando a idade legal da reforma se situa nos 66 anos e nove meses.

No Novobanco, ainda decorrente do “processo de reestruturação do grupo”, as reformas antes do tempo previsto custaram 20,2 milhões de euros em 2024 e 33,3 milhões de euros em 2025. O BPI acordou 236 saídas antecipadas em 2024, com um custo de 62,5 milhões de euros, e gastou 1,1 milhões de euros no ano passado. Também o Millennium BCP teve, no primeiro semestre de 2025, 2,3 milhões de euros destinados para esta rubrica, depois de ter gastado 10,4 milhões de euros em 2024. Por fim, o Santander Totta dispensou 8,8 milhões de euros em 2024 e 8,2 milhões de euros em 2025.

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